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Atualizado em 02/06/2016 às 18h06

Prefeitura investe em política de gestão de resíduos pioneira em São Luís

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeito Edivaldo investe em gestão pioneira na política pública de resíduosAlém das ações na área de empreendedorismo no campo, saúde e urbanização em diversos bairros da cidade, o prefeito Edivaldo tem se destacado também como gestor pioneiro na implantação das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O maior exemplo voltado para essa ação é o novo Aterro da Ribeira, localizado no Distrito Industrial. Antes cenário de degradação humana e ambiental, o local hoje é se destaca no gerenciamento de resíduos sólidos e orgânicos.

O local recebe todos dia cerca de 1.300 toneladas de resíduos, resultado da coleta realizada em todo o município de São Luís. Esse material é compactado e enviado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), administrada pela empresa Titara, localizada no povoado Buenos Aires, município de Rosário (distante 60 km da capital). O aterro sanitário possui uma área de 180 hectares e tem capacidade para tratar até 2,3 toneladas de resíduos sólidos e orgânicos. Sua vida útil é de 32 anos.

Prestes a completar um ano de seu fechamento operacional, ocorrido em julho de 2015, o novo Aterro Sanitário da Ribeira está praticamente recuperado depois de passar por um processo de restauro físico e ambiental. Foram 15 anos recebendo tanto resíduos orgânicos quanto materiais inertes. Sem nenhum manuseio adequado e redirecionamento no descarte, no local os resíduos se misturavam ao odor do chorume e atraíam centenas de urubus.

Para o prefeito Edvaldo, a tomada de decisão de colocar fim às operações do antigo aterro gerou impactos positivos ambientais, econômicos e, principalmente, de humanização das pessoas que trabalhavma na coleta dos resíduos. "Foi mais um marco importante e histórico para a nossa cidade. Com essa iniciatva da nossa gestão, São Luís figura como uma das primeiras capitais do país a obedecer e ser regida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os resíduos são destinados para um local ambientalmente correto, moderno, que atende a todas as exigências legais. Uma nova etapa nas políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, buscando meios de desenvolvimento sustentável", afirmou o prefeito Edivaldo.

A Prefeitura de São Luís executa ainda um novo plano de ação de limpeza pública, no qual está inserido um contingente de 600 novos agentes de limpeza, além de 40 novas máquinas. A ação sinaliza um incremento considerável de equipes de trabalho nas ruas, avenidas e logradouros da capital para otimização dos resultados deste serviço.

Operação

Ao chegar uma caçamba cheia de resíduos, coletado num dos bairros de São Luís, no aterro, ela segue direto para um dos dois transbordos existentes no local. É uma espécie de fosso, a fim de que os caminhões descarreguem os resíduos domiciliar e público. O material descarregado pelas caçambas é carregado em caminhões de maior e, envolto por uma lona especial, segue viagem com total segurança, pela BR-135, até a CTR de Rosário. A média é de três viagens por turno.

A Prefeitura também providenciou a recomposição do solo do antigo aterro. A primeira providência foi cessar o despejo material orgânico. Hoje o espaço recebe apenas materiais inertes, como metais e resíduos da construção civil. Com o auxílio de uma escavadeira e dos ajudantes de aterro, o material é separado em contêineres identificados e divididos em ferro, plástico e madeira. Em volta de todo o perímetro do aterro existe um monitoramento geométrico ambiental de águas superficiais, com drenagem e colocação de grama, para a recuperação da área.

"Quem conheceu este local antes fica admirado com a transformação que o aterro sofreu. Onde víamos um monte de dejetos e pessoas em local insalubre e degradante, vemos agora os manejos acontecerem de forma planejada. O novo visual impressiona pela organização", descreve o encarregado do transbordo Luiz Marques.

No atual Aterro Sanitário da Ribeira não se vê mais catadores de resíduos. Antes, a cada caçambra despejada, os grupos corriam para separar o que encontravam, sem nenhum critério de higiene. Urubus e o mau cheiro do chorume tornavam o ambiente sub-humano. "O prefeito Edivaldo foi o único gestor que enfrentou este desafio, ao avançar num novo planejamento integrado de resíduos sólidos", disse o secretário de governo de São Luís, Lula Fylho.

Agora agentes de limpeza e ajudantes de aterro que trabalham no Aterro da Ribeira são equipados e recebem instruções de como melhor manusear os resíduos. Eles se sentem até orgulhosos de fazerem parte do processo de transformação do lugar e ao meio ambiente.

O agente de limpeza José de Ribamar Silva Viana comenta que as mudanças serviram para, inclusive, trazer mais autoestima aos profissionais. "Só porque lidamos diariamente com materiais descartados não significa que temos que trabalhar de qualquer maneira. Aqui recebemos todas as orientações e o serviço acaba sendo feito com boa qualidade".

Já o ajudante de aterro Anderson dos Santos Cruz presta serviço no alto do aterro, onde antes se amontoavam dejetos orgânicos e sólidos. Um local em que a terra está sendo tratada com o próprio material inerte despejado. São entulhos de construção civil que são separados e reaproveitados na compactação da área. "Tudo aqui é organizado por setor. Trabalha-se num bom ambiente para que o aterro não se torne o que foi. Tudo aqui mudou, pra melhor".

Outras Ações

O prefeito Edivaldo incrementou o envolvimento da população em ações de desenvolvimento sustentável ao buscar caminhos de geração de trabalho e renda, a partir da formação de cooperativas de catadores, para aliar trabalho e sustentabilidade e garantir a essas pessoas auferir ganhos com a coleta seletiva.

A política de gestão correta e adequada de resíduos, que está sendo colocada em prática na cidade tem a coordenação do Comitê de Limpeza Urbana da Prefeitura que tem como objetivo profissionalizar a destinação dos resíduos sólidos. O prazo para os municípios atenderem aos preceitos da Lei Nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) vai até o ano de 2018, mas a Prefeitura de São Luís já está cumprindo a determinação e deve avançar ainda mais com as medidas que serão implementadas.

Outra iniciativa que integra a política de resíduos sólidos implantada na administração do prefeito Edivaldo foi a abertura do primeiro Ecoponto da cidade que fica na Avenida dos Africanos. O projeto visa atender os geradores e transportadores de pequena quantidade de resíduos, com volumes inferiores a 2m³, transportados por veículos como pick-up, carrinhos de mão ou carroças. Os condutores de veículos de tração animal são os grandes usuários destas unidades, pois têm como principal atividade o transporte de resíduos.

"Para atingirmos o cenário ideal, temos um longo caminho pela frente, mas, estamos trilhando de forma responsável e planejada. Prova disso foi o esforço do prefeito Edivaldo para implantarmos o projeto dos Ecopontos, os quais foram estudados e mapeados de acordo com as áreas de maior concentração de descarte irregular e inadequado de resíduos, os populares lixões", enfatizou a presidente do Comitê de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Luís, Carolina Estrela.

A previsão é que sejam implantadas 10 unidades do tipo - todas em pontos da cidade que sofram com o descarte irregular. Outros três novos Ecopontos já estão em fase de implantação na área Itaqui-Bacanga, no Bequimão e no Turu. Os produtos recicláveis coletados nesses pontos serão enviados as cooperativas de reciclagem.

A Prefeitura de São Luís tem intensificado operações de fiscalização contra o descarte de resíduos em locais proibidos. As ações têm como objetivo coibir o descarte irregular e autuar os infratores. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana (Abrelpe), seis de cada 10 municípios brasileiros destinam seus detritos para lixões. Cada um dos 1.014.837 habitantes de São Luís produz, em média, 1,37 quilo de resíduos que, após ser recolhido, acaba em um lixão. Mas a capital maranhense não é a única.

Pela nova política nacional, é proibido o lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos; o lançamento in natura a céu aberto, excetuados os resíduos de mineração; a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade. São proibidas também, nas áreas de disposição final de resíduos ou rejeitos, a utilização dos rejeitos dispostos como alimentação; a catação/criação de animais domésticos; e a fixação de habitações temporárias ou permanentes.


Entenda o gerenciamento de resíduos sólidos e orgânicos do município de São Luís

 

Resíduos tratados conforme padrões internacionais

As cerca de 1.300 toneladas de resíduos coletados em bairros de São Luís, depois de passar pela estação de transbordo localizada no Aterro da Ribeira em São Luís e seguir viagem em carretas padronizadas rumo à Central de Gerenciamento Ambiental, no município de Rosário, recebe tratamento dentro dos padrões internacionais.

Por meio da utilização de novos materiais e da evolução dos processos operacionais, os resíduos não simplesmente são jogados, mas tratados de maneira adequada. Há, também, um sistema de captação do chorume para posterior tratamento. Ele é coletado por meio de drenos, encaminhados para o poço de acumulação, de onde, nos seis primeiros meses de operação, é recirculado sobre a massa de resíduos aterrada. Após esses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado é encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.

No aterro sanitário existe uma cobertura diária dos dejetos, evitando mau cheiro e poluição visual, havendo uma disposição dos resíduos sólidos. Não há catadores em atividade no terreno e a quantidade de resíduos que entra é totalmente controlada. O local também conta com um sistema de captação e armazenamento ou queima do gás metano, resultante da decomposição da matéria orgânica. Ao final da vida útil do aterro sanitário, a empresa será responsável por efetuar um plano de recuperação da área.


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