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Atualizado em 13/11/2016 às 14h26

Márcia Tiburi revela eixos da cultura política em palestra na 10ª FeliS

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Da Redação - Agência São Luís

Márcia Tiburi revela eixos da cultura política em palestra na 10ª FeliSUm espaço de debates plural, a 10ª Feira do Livro de São Luís preserva a democracia de opiniões e trouxe à publico uma discussão sobre "Literatura, Filosofia e Política" com a escritora Márcia Tiburi (SP), nesta sexta-feira (11).

"A Feira vai na contramão de tudo que estamos vivendo no país, ela abre debate trazendo uma pessoa como a Márcia completamente crítica ao atual sistema para discutir abertamente sobre política, literatura e filosofia", ressaltou o secretário do Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves, que mediou o debate com a escritora.

Márcia falou destes três eixos colocando a centralidade do livro na formação cultural. "A educação do país é desvalorizada e o livro tornou-se um instrumento de autoeducação. O livro é extremamente importante para educação, como escrevo sobre literatura e filosofia quis trazer esta discussão aliando a política com o sentido de desconstruir a cultura política como um jargão acadêmico, entendendo que ela é uma relação experimentada diariamente".

"A política é um fenômeno social e talvez essa incompreensão das pessoas parta deste contexto de desvalorização da educação. Eu sempre escrevi politicamente porque estamos implicados politicamente uns com os outros, sendo por ação ou omissão. Hoje as pessoas se queixam da desumanização, que é um reflexo da despolitização, pois toda relação humana é política", finalizou.

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia. Acaba de lançar Como conversar com um fascista (Ed. Record, 2015) com prefácio do deputado Jean Wyllis. É professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult.

ACESSIBILIDADE

A especialista em psicopedagogia, Carla Mauch participou do Seminário "Livros Acessíveis e Inclusivos: Contribuições para a democratização do acesso" no Odylo Costa, filho.

"Pensar a questão do livro para todos é necessário, precisamos criar estratégicas e recursos que propiciem a leitura fácil, como por exemplo, o audiovisual, para que pessoas com deficiência também possam ler. É minha primeira vez na Feira do Livro de São Luís e estou achando muito movimentada, circulei pela área e vi envolvimento do público. É uma Feira que traz o tema da acessibilidade, uma inovação que São Luís trouxe, pois nem todo estado pauta a democratização do acesso", frizou a palestrante.

Carla é coordenadora geral da Mais Diferenças (MD), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que, desde 2005, trabalha com educação e cultura inclusiva por meio de parcerias com instituições públicas, privadas e do terceiro setor.

Ainda falando em acessibilidade, a Biblioteca Pública Benedito Leite está com vários equipamentos de tecnologia assistiva instalados na Feira do Livro. O 'Espaço Sensorial' reúne recursos de acessibilidade para leitura e escrita. Os visitantes podem conhecer o computador com programa de voz, que possibilita ouvir a descrição do que é exibido na tela, a impressora em braile e o scanner de voz, lupa eletrônica para pessoas com baixa visão, entre outros. Além dos equipamentos os visitantes poderão assistir filmes e vídeos com audiodescrição, e folhearem vários livros em braile e audiolivros.

HOMENAGEM

O Bate-Papo Literário desta sexta-feira (11) fez uma homenagem ao teatrólogo Aldo Leite, falecido no último dia 5. Ele, juntamente com a escritora Sônia Almeida, o compositor João do Vale e o historiador Mário Meireles, foram condecorados na quinta edição da FeliS, que teve como patrono o escritor José Chagas. A conversa reuniu artistas, jornalistas e escritores que celebraram a importância da vida e obra do teatrólogo, aliando ao tema da Feira de relembrar a memória da cidade e de outras edições.

"O Aldo teve muita importância para a formação cultura do teatro maranhense. O Café Literário abriu espaço para rememorar esse grande incentivador de artistas e atores, principalmente quem estava iniciando. Era uma pessoa disponível, sempre disposta a ajudar. Revelou muitos talentos, prezando pela mão-de-obra humana. Também podemos destacar que ele foi o primeiro diretor da FUNC, atual Secretaria de Cultura", contou o escritor Euclides Moreira Neto.

FESTIVAL PAPOÉTICO

Um concurso de poesia movimentou o Beco Rima Viva (Beco Catarina Mina) nesta quinta (10) e sexta-feira (11) com o III Festival Papoético. O Festival teve 87 poemas inscritos, destes, 20 foram apresentados ao público da 10ª FeliS. O patrono do Papoético foi o poeta, tradutor e crítico literário maranhense, Oswaldino Marques. A premiação foi de R$ 1.000,00 para a melhor poesia e R$ 500,00 para a segunda e melhor interprete.

Rinaldo da Costa Nunes foi o grande vencedor com a poesia "Minha arte" e em segundo lugar ficou Ed Wilson Araújo com "Arqueologia". A melhor intérprete foi Ana Carolina Moraes.

SEBO CULTURAL

O Sebo Cultural, que fica no anfiteatro Beto Bittencourt, reúne três sebos diferentes da cidade e todos dias conta com programação cultural alternativa. Este ano eles ganharam esse espaço e na sexta (11) exibiram curtas e documentários dos cineastas Ramusyo Brasil, Nayra Alburquerque, Domingos e Tairo Lisboa, com debate sobre Cinema Independente Maranhense.

INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

Em toda a programação da Feira do Livro o visitante pode conferir diversas expressões artísticas, como performances, intervenções, apresentações teatrais, contação de histórias, leituras dramáticas e espetáculos. Uma delas é a intervenção Bibliocicleta, do grupo Residência 05: A intervenção reúne bibliotecas ambulantes em bicicletas, que levam leitura em movimento na área da Feira do Livro.

10ª FeliS

A 10ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) este ano homenageia o poeta maranhense Gonçalves Dias. Com o tema "Ler a Cidade e suas Memórias", o maior evento literário do Maranhão vai até este domingo (13), na Praia Grande. A FeliS ficará aberta das 13h às 22h todos os dias com programações voltadas para todas as idades. O evento é realizado pela Prefeitura de São Luís e tem, como correalizadores, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem).

A programação completa está disponível no Portal da Prefeitura (www.saoluis.ma.gov.br) e no site da Feira do Livro de São Luís (www.feiradolivrodesaoluis.com.br).

 

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