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Atualizado em 06/12/2016 às 18h23

Prefeitura de São Luís inicia atualização de mapeamento em áreas de risco na capital

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura de São Luís inicia atualização de mapeamento em áreas de risco na capitalA Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), realizou nesta terça-feira (6), vistoria de casarões considerados de risco, no Centro Histórico. O trabalho, executado pelas equipes da Defesa Civil Municipal, integra o mapeamento de atualização destas áreas e incluiu prédios ocupados em situação precária e que ofereçam risco aos moradores.

Durante todo o dia, os agentes da Defesa percorreram ruas, vistoriaram prédios e orientaram ocupantes sobre os problemas. A ação é realizada anualmente pela Prefeitura de São Luís, sempre antes do período chuvoso. O objetivo é vistoriar os 60 pontos de risco mapeados. Os trabalhos prosseguem até o dia 20 deste mês.

"Nossa meta é visitar todos os casarões e áreas incluídas no cronograma e comparar ao cenário encontrado no ano anterior", explicou a superintendente de Defesa Civil da capital, Elitânia Barros. No Centro Histórico foram cerca de 30 casarões avaliados e segundo a superintendente da Defesa Civil, houve redução no número de casarões ocupados de alto risco. Ela aponta como fatores desta diminuição o trabalho conjunto dos órgãos de referência na contenção dos riscos e orientando a população.

Do total de prédios monitorados, parte estava fora do risco. São construções notificadas no ano passado e que foram revitalizadas, a exemplo do casarão número 403 e do prédio onde funciona atualmente a Casa do Bairro, projeto social da Prefeitura – ambos estão localizados na Rua da Palma. O casarão 315, interditado ano passado, permanecia fechado. No local de dois pavimentos funcionava um bar e a parte de cima servia de moradia. Já em outro casarão, de número 399, na mesma rua, havia sinais da permanência de pessoas, mas ninguém foi encontrado na ocasião da vistoria.

Elitânia Barros explica que quando há moradores nos casarões é feito um trabalho educativo e de orientação sobre as condições do local e as consequências da ocupação. "O que vemos é que, em sua maior parte, as pessoas atendem a orientação e entendem que devem preservar sua vida e de seus familiares", disse a superintendente da Defesa Civil. Na área somavam mais de 70 casarões ocupados em situação de risco e atualmente, são apenas 30, devido o intensivo trabalho da Defesa e órgãos parceiros. "E vai diminuir ainda mais essa ocupação", prevê Elitânia Barros. Nenhum prédio foi interditado na área durante a ação.

A superintendente alerta para as chuvas intensas sobre as estruturas já fragilizadas dos prédios históricos e as probabilidades de ocorrências graves. O uso indevido, abandono, problemas de estrutura e manutenção são os principais fatores que levam à degradação dos imóveis históricos.
O resultado dos trabalhos é colocado em relatório e encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) e Blitz Urbana, órgão da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), para definirem sobre as medidas cabíveis.

CRONOGRAMA

Desde a última semana, as equipes estão nas ruas para vistoriar os pontos mapeados na capital e já estiveram na Cidade Olímpica, São Raimundo, Jardim América, Santa Clara e adjacências. O trabalho da Defesa prossegue em outra regiões como Polo Coroadinho e Salina do Sacavém para monitorar as áreas em risco de alagamento e desabamentos.

 

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