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Atualizado em 15/12/2016 às 16h11

Prefeitura trabalha para reduzir déficit habitacional e melhorar qualidade de vida de famílias

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Da Redação - Agência São Luís

Desde que se mudou para seu novo lar, um dos apartamentos do Residencial Piancó, na região Itaqui-Bacanga, a dona de casa Francisca Alves Ferreira, 59 anos, relata que houve uma verdadeira revolução em sua vida, tanto no aspecto social como econômico. Ela transformou um dos espaços da sua nova residência em uma pequena mercearia e já colhe os frutos do seu novo negócio, hoje muito frequentado pelos moradores do habitacional. Dona Francisca é uma das 39 mil pessoas beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, na capital maranhense. O programa, de iniciativa do governo federal e executado pela Prefeitura de Sãp Luís por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), entregou 11 mil unidades desde o início da atual gestão.

O prefeito Edivaldo destacou que os índices alcançados representam um marco na política habitacional de São Luís. "Com planejamento e muita responsabilidade, conseguimos entregar um volume significativo de unidades e realizar o sonho da casa própria para milhares de famílias. Para nós, é motivo de grande alegria garantir dignidade e condições adequadas de moradia a essas pessoas", afirmou Edivaldo. 

As 11 mil unidades habitacionais entregues estão distribuídas em 28 conjuntos residenciais. Entre os empreendimentos entregues estão os residenciais Ribeira, de 1 a 9; Amendoeira, de 1 a 4; Santo Antônio, 1 e 2; Piancó, 7 e 8; Nova Aurora, 1 a 4; Recanto Verde, 1 a 4; Luiz Bacelar, 1 e 2, São José 5 e mais cinco conjuntos do Residencial Vila Maranhão.

Segundo Diogo Lima, titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), estão sendo finalizadas as obras de construção de mais cinco conjuntos habitacionais, que serão entregues no próximo ano. Entre os empreendimentos estão o Eco Tajaçoaba 1 e 2, com mil unidades de casas; o Vila Maranhão 5, com 272 apartamentos; o Piancó de 1 a 6, com 1.344 unidades habitacionais; o Residencial Mato Grosso I e II, com 3 mil casas; e o Morada do Sol I e II, com 2.186 unidades habitacionais.

"As unidades residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida atendem pessoas de comprovada situação de vulnerabilidade social, moradores de áreas de risco, beneficiários de aluguel social e pessoas com deficiência. Avançamos muito e beneficiamos muitas pesslas mesmo em um cenário difícil do ponto de vista da aquisição de recursos", afirmou o secretário Diogo Lima.

 CONTEMPLADOS

Nívea Pires, 44 O programa na capital alcançou pessoas como a dona de casa Nívea Pires, 44 anos, contemplada por um dos apartamentos do Residencial Piancó VI. Ela morava com sua família em casa alugada na periferia da região Itaqui-Bacanga e sonhava viver em um imóvel onde pudesse fazer planos que não fossem a próxima mudança de casa. "Não há nada que se compare em viver num lugar realmente seu. O nosso sonho foi realizado e hoje estamos muito felizes aqui", disse.

Situação similar era vivenciada por sua vizinha Mysleyde da Silva Muniz, 27 anos, que também passou a vida morando em imóveis alugados. Ela destaca os aspectos econômicos como o mais relevante a ser observado. "Antes pagava aluguel de quase R$ 600,00; hoje minha prestação é de apenas R$ 40,00, uma economia e tanto para o nosso o bolso. Além do mais, hoje posso dizer que moro com dignidade com a minha família, pois estamos em nossa casa própria e ninguém nos tira dela", disse ela.

SOCIAL

Os empreendimentos habitacionais contratados na administração do prefeito Edivaldo já tem previstos, na planta, equipamentos sociais como creches, escolas e postos de saúde. No Residencial Piancó, foi inaugurada em 2015 a Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Piancó, com capacidade para 525 estudantes. Outras unidades escolares estão em construção nos residenciais Ribeira e Morada do Sol. O objetivo é garantir, além da moradia, acesso a serviços públicos nas área de lazer, educação, saúde e transporte, por exemplo, proporcionando melhorias da qualidade de vida e bem-estar da população local.

Beneficiários do "Minha Casa, Minha Vida" em São Luís também têm acesso ao projeto "Trabalho Técnico-Social". A iniciativa, que já contemplou mais de sete mil pessoas, é voltada à organização da população e a gestão comunitária dos espaços comuns, na perspectiva de contribuir com a harmonia entre os moradores e a melhoria da qualidade de vida das famílias.

O trabalho social desenvolvido nesses locais contempla a realização de ações como palestras educativas, curso pré-vestibular e oficinas de capacitação nas áreas de sustentabilidade, saúde, alimentação, atendimento, embelezamento, informática, artes, educação, entre outras áreas, na perspectiva do aprimoramento, da empregabilidade e da geração de renda aos beneficiários da ação.

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