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Atualizado em 07/04/2017 às 15h06

Poeta participa de roda de diálogos literário em equipamento cultural da Prefeitura

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Da Redação - Agência São Luís

Poeta participa de roda de diálogos literário em equipamento cultural da PrefeituraA edição especial de abril do projeto Literatura Mútua aconteceu nesta quarta-feira (5), na Galeria Trapiche Santo Ângelo e recebeu o poeta e ator Dyl Pires, que lançará em São Luís o livro "Éguas!", neste sábado (8) no Chico Discos, obra que resgata a história da cidade por suas memórias. Este mês, o projeto ainda recebe, no dia 19, a poeta Thayná Rosa, às 19h30, na Galeria Trapiche, e no dia 28 a autora Déa Alhadeff estará na Biblioteca Municipal para um bate-papo às 15h, com estudantes da rede pública. A entrada é gratuita em todas as edições e a mediação é feita pela jornalista Talita Guimarães, idealizadora do projeto.

O escritor maranhense, que mora há oito anos em São Paulo, partilhou com o público sua vida literária e experiências de leituras. Para ele a poesia e o teatro sempre andaram juntos. "Eu fui ser escritor já numa idade tardia e logo em seguida comecei no teatro. Essas duas formas de arte se completam, mas se diferenciam. Minha trajetória como leitor e escritor sempre foi um caminho partilhado com amigos e pessoas a volta, e, apesar de escrever poesias, li poucos poetas, li muito mais prosadores", contou Dyl Pires.

Ele também falou de seus autores preferidos e primeiras experiências. "Nauro Machado foi um dos primeiros autores que li e fiz três oficinas de poesias que me ajudaram a estimular o imaginário, mas acredito que aprendi muito mais ouvindo do que propriamente lendo e essa é uma característica nossa daqui de São Luís, de crescer ouvindo histórias que passam através das gerações", completou.

Dyl tem publicado três livros de poesia "O círculo das pálpebras" (1999), "O perdedor de tempo" (2012) e "O torcedor" (2015), dois deste foram premiados no Concurso Literário Cidade de São Luís. 'Éguas' (2017, Pitomba!) é sua primeira prosa poética e foi escrita a partir da vivência na cidade e das ausências que sente quando retorna a capital maranhense. "Eu costumo dizer que são quatro décadas, vividas em São Luís, condensadas em 64 páginas. Esse também foi o primeiro livro que quando terminei o processo de escrita já queria partilhar com o público para saber como o público lê a cidade a partir do meu olhar e das minhas memórias, resgatando narrativas orais, lendas e histórias que vão se perdendo com o tempo. Muitas coisas gráficas e estéticas do livro só fui descobrindo a partir desse retorno do público e isso ajudou a construir o que hoje temos em mãos", finalizou.

O escritor Frederick Brandão foi acompanhar a roda de conversa na Galeria Trapiche e destacou o processo de criação de Dyl. "É interessante como ele faz sua ação a partir de algo que está vivendo no momento, eu acompanhei as suas outras obras e ele consegue transmitir ao leitor aquilo que está presente em sua rotina".

O livro que carrega no título uma expressão espontânea popular maranhense também será lançado em São Paulo e Porto Alegre. Dyl Pires é graduado em teatro pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou nos espetáculos "Viva El Rei D. Sebastião", "Paixão Segundo nós", "Morte e Vida Severina", "Nós, o fragmento que nos resta", "Auto de Natal" e "Auto do boi" (todos em São Luís); em SP, atuou pela Cia Os Satyros durante seis anos nas montagens de Roberto Zucco, Satyricon, Édipo na Praça, Edifício London, Não saberás e Não vencerás. Trabalhou ainda na encenação de "Você está livre", com a Cia Teatro sem Censura. Recentemente fundou, com os atores Katia Calsavara, Tadeu Ibarra e Vanessa Guillen, a Abominável Companhia, que está em cartaz com o espetáculo "Subterrâneo".

O PROJETO

"O Literatura Mútua iniciou no ano passado como resultado de uma parceria com a Galeria Trapiche, sendo pensado e realizado primeiramente neste equipamento. Depois resolvemos expandir para a 10ª Feira do Livro de São Luís e o projeto ganhou uma maior proporção. Para este ano ele já se estende para a Biblioteca Municipal ressaltando o papel dos equipamentos municipais de cultura de fomentar a literatura e arte local, além de incentivar outros jovens a praticar a leitura e escrita, pois o projeto tem essa proposta de trazer jovens escritores maranhenses para rodas de conversas e isso acaba criando um atrativo para o público de todas as idades, em especial a juventude", explicou a diretora da Galeria, Camila Grimaldi.

O projeto literário sem fins lucrativos, idealizado pela escritora e jornalista Talita Guimarães, visa reunir escritores contemporâneos publicados ou não, em rodas de conversa mensais sobre experiências de leitura e escrita. Em 2016, o Literatura Mútua promoveu 11 edições entre agosto e dezembro na Galeria Trapiche e na Feira do Livro de São Luís (FeliS).
Em 2017, o projeto amplia atividades com edições mensais sendo realizadas também na Biblioteca Municipal José Sarney (Rua do Correio, s/n – Bairro de Fátima) e em visitas a escolas, como o Centro de Ensino São Cristóvão.

Entre poetas, cronistas, romancistas, jornalistas e dramaturgos, já compartilharam suas experiências com o projeto os escritores Felipe Castro (MA), Sabryna Mendes (MA), Jônatas (MA), Júlia Emília (MA), Thalita Rebouças (RJ), Ferréz (SP), Duda Veloso (MA), Igor Nascimento (MA), Gustavo Lacombe (RJ), Zema Ribeiro (MA), Manu Marques Barbosa (MA), Laísa Couto (MA), Elizeu Cardoso (MA) e Aurora da Graça.

Em 2017, passarão pelo projeto ainda Beto Scanssete (MA), Fernando Abreu (MA), Jorgeana Braga (MA), Bruno Azevêdo (MA), Frederick Brandão (MA), Sharlene Serra (MA), Rose Panet (PB) e Júnior Lobo (MA).

A Galeria Trapiche fica localizada na Avenida Vitorino Freire – Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração, e a Biblioteca Municipal tem sede na Rua do Correio, s/n – Bairro de Fátima.

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