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Atualizado em 12/05/2017 às 17h39

Prefeitura promove roda de conversa para fortalecimento do artesanato local

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Da Redação - Agência São Luís

Em uma roda de conversa esclarecedora sobre artesanato, o artista plástico e professor Binho Dushinka conversou nesta quinta-feira (11) com o público da Galeria Trapiche, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís. Na ocasião ele falou sobre as diferenças entre artesanato e outras formas de arte que por muitas vezes são confundidas, além de desmistificar o que se entende equivocadamente como artesanato comercializado na cidade.

Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche, falou da importância de discutir temas pertinentes à cultura local. "Nossa preocupação em debater temas como esse é que a cultura da cidade se mantenha viva, que a identidade do povo não se perca. A maioria dos ditos artesanatos comercializados em São Luís vem de fora, pouca coisa ainda é produzida aqui, restando poucas peças como cofos, camisas e azulejos que ainda são nossos", disse.

O professor e restaurador do Centro de Artes Japiaçu (CAJ), equipamento da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), explicou os tipos de artesanatos sendo eles: indígena; tradicional; típico regional étnico; e contemporâneo, destacando, por exemplo, a marca característica que as peças trazem da comunidade originária, ancestralidade, arcaísmo e permanência.

Também falou sobre suas diferentes linguagens, podendo ser utilitário, decorativo, litúrgico, lúdico ou conceitual e materiais considerados matérias primas artesanais, como o barro, couro, fibras, metais, fios, madeira, pedras, vidro e entre outros.

"O artesanato é muitas vezes confundido com bricolagem, habilidade com as mãos, reciclagem, reaproveitamento de materiais, entre outros trabalhos manuais. Para ser artesanato é preciso observar a forma como foi feito, a produção é puramente manual, pois cada peça, por mais parecida que seja com outra, é única, tem aquele corte e cuidado do artesão que não será reproduzido novamente", afirmou Binho Dushinka.

A estudante da UFMA, Beatriz Abrantes, participou da roda de conversa e destacou os aspectos aprendidos a partir dos debates. "É sempre importante conhecer mais sobre as coisas que vemos cotidianamente em nossa cidade e hoje ajudou a esclarecer sobre diferenças que muitas vezes não nos damos conta, como é o caso das indústrias que reproduzem peças utilizando um conceito artesanal, mas com uma produção completamente industrializada, não sendo caracterizada aquela peça como artesanato".

BINHO DUSHINKA

É artista plástico, conservador e restaurador. Estudou no Centro de Artes Japiaçu (CAJ). Ministrou por 18 anos aulas de desenho, pintura, escultura e anatomia em artes no Odylo Costa filho. Atualmente, optou por não ministrar mais cursos e se dedica a suas produções e realização de exposições individuais, chegando este ano a 11 edições.