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Atualizado em 20/06/2017 às 17h05

Profissionais da educação participam de capacitações promovidas pela Prefeitura de São Luís

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Da Redação - Agência São Luís

Profissionais da educação participam de capacitações promovidas pela Prefeitura de São LuísA Prefeitura de São Luís por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) tem investido em capacitações voltadas para os servidores. Uma delas foi voltada para profissionais da Educação Básica e tratou das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Outra capacitação é a terceira etapa da formação do projeto Ciranda do Aprender, uma parceria da Fundação Abrinq, Instituto Alcoa e Semed, que segue até o fim do ano. A ação visa reforçar a discussão, análise e reflexão sobre a importância da contação de histórias, da música e das brincadeiras para a Educação Infantil e acontece até quarta-feira (21), no auditório da Semed, no São Francisco.

O objetivo do curso sobre Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais foi promover a discussão pautada na Lei nº 10.639/03 que trata sobre estes assuntos no ambiente escolar. Como estratégia para garantir o processo de formação, a ação foi divida em quatro módulos mensais organizados em modo presencial e semipresencial. A capacitação estimulou momentos de formação teórica e de desenvolvimento da prática, visando transformar os saberes e reflexões trabalhados nos cursos em processos didáticos no interior das escolas, de forma a dar significado a todos os saberes apreendidos e construídos no processo de formação.

O quarto módulo aconteceu durante todo o dia desta segunda-feira (19) e teve como tema "Por uma educação para as relações étnico-raciais: marcos legais, currículo e organização do trabalho pedagógico". Foram destacados conceitos básicos sobre racismo, discriminação racial e preconceito racial; fundamentos e Bases Legais da Educação para as Relações Étnico-Raciais; reconhecimento e valorização dos afro-brasileiros; negritude e ideologia do branqueamento, identidade e autoestima negra e currículo e relações étnico-raciais: concepções, práticas e organização do trabalho. O seminário de encerramento acontecerá no dia 20 de novembro totalizando carga horária de 120h.

Para o secretário de Educação, Moacir Feitosa, a formação continuada dos profissionais da educação promoverá uma reflexão para suas práticas pedagógicas, de forma a romper o silêncio da discriminação e exclusão no cotidiano escolar. "Conseguimos garantir uma formação permanente na rede municipal de ensino sobre as relações étnico-raciais. Este processo de formação contribuirá para o combate ao preconceito, enquanto um dos elementos de relevância para a revisão da identidade escolar, bem como estabelecendo nas práticas pedagógicas ações que impeçam a reprodução do racismo no contexto escolar" destacou o titular da Semed.

A professora da U.E.B. Ribamar Bogea, Rosiane Silvéria Rodrigues Veloso, destaca a importância na promoção de uma sociedade justa e solidária. "Entre as principais ações, a formação dispõe em assegurar a formação inicial e continuada aos professores para a incorporação dos conteúdos da cultura afro-brasileira e indígena e o desenvolvimento de uma educação para as relações étnico-raciais na escola", ressaltou a educadora.

"A educação precisa ser inovadora buscando a compreensão dos processos educativos nas suas dimensões sociais e políticas. A inserção da questão étnico-racial no currículo deve vir de forma multidisciplinar durante todo o ano letivo", completou a coordenadora do Núcleo do Currículo, Marília Roxo Abreu.

De acordo com a professora Ilma Fátima de Jesus, o plano estabelece oficial e formalmente as atribuições de responsabilidade dos sistemas e instituições de ensino, a fim de que as leis nº11.645/08 e n° 10.639/03, sejam implementadas no currículo da educação básica. "A formação possibilita um conhecimento para que possamos mostrar ao estudante um posicionamento diferente do que a gente vive hoje, com vistas a enfrentar o racismo e todas as formas de preconceito racial e discriminação racial e, assim, garantir o acesso, a permanência, a progressão e o direito de aprender a todos" completou a coordenadora.

CIRANDA

O projeto Ciranda do Aprender existe desde 2016 e contribui para a melhoria das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores e coordenadores pedagógicos que atuam na Educação Infantil, visando o desenvolvimento de aprendizagens relacionadas ao raciocínio lógico, leitura e práticas de linguagem e comunicação de alunos matriculados em pré-escolas.

Para o secretário municipal de Educação, as parcerias são sempre importantes quando o assunto é a promoção da educação. Ele destacou também que momentos como estes propiciam a troca de conhecimentos e absorção de novos. "É aqui que o professor ganha a força do conhecimento e se reconhece instrumento de transformação das capacidades infantis", frisou.

Nos dois dias de prática, professoras de oito escolas da zona rural de São Luís, participam de vivências para despertar suas competências criativas. "A grande função da dinâmica na Educação Infantil é invocar a reflexão de suas práticas de uma forma poética, trabalhando as intenções e emoções, e a partir daí repensar e/ou resignificar a sua postura", explicou a contadora de história piauiense, Antonia Andrea Sousa, facilitadora desta etapa da formação.

"Está sendo um momento maravilhoso, uma oportunidade de agregar novos conhecimentos e levar para a escola temáticas relevantes para o trabalho", afirmou a professora da U.E.B. Maria José Aragão, Natália Frazão. Para a gestora da U.E.B. Cleonice Lopes, cada palavra da facilitadora fez a diferença. "Ela falou da importância do aconchego, carinho que temos que mostrar para a criança, e reforçou que é na primeira infância que ficam marcados os fatos na cabeça dos pequenos, e por isso elas tem que ter boas experiências. E mais, que o conteúdo é importante, mas a criança quer brincar também", assinalou.

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