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Atualizado em 27/07/2017 às 18h10

Galeria Trapiche promove oficina de Máscaras de Papel Machê decoradas com crochê

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Da Redação - Agência São Luís

 Galeria Trapiche promove oficina de Máscaras de Papel Machê decoradas com crochê

Fazer intervenções com crochê em ambientes urbanos é a pegada do Yarn Bombing (em português, bombardeio de fios), que é um tipo de arte do graffiti. Seguindo essa tendência, a Galeria Trapiche Santo Ângelo recebeu a Oficina de Máscaras de Papel Machê promovida pelo Coletivo Linhas esta semana. A Galeria é um equipamento cultural da Prefeitura de São Luís e fica localizada na Avenida Vitorino Freire, S/N - Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

A oficina foi facilitada por Katia Castro e Uiran Oliveira e teve como objetivo produzir oito máscaras com papel machê e decoradas com crochê. As máscaras fazem parte do processo de criação da exposição "Cardume de peixe/cardume de gente", que em breve será exposta na Galeria do Sesc Deodoro, em São Luís.

O Coletivo Linhas foi criado em junho de 2016 e realiza intervenções usando agulhas, fios e cores como suportes para a criação de paisagens múltiplas em crochê em áreas urbanas. As ações surgem de inquietações do grupo com problemas sociais. Mais informações em www.facebook.com/coletivolinhas.

"A iniciativa é um convite sensível para olhar a cidade através do toque, porque o crochê inevitavelmente quando você olha, você quer tocar. Vem uma memória da avó, da mãe. Ou uma repulsa. 'Ah eu fui obrigada a aprender crochê quando mais nova para ser prendada'. Ou memória de carinho, aquela coisa que te acalma quando você pega", explica a bailarina Márcia de Aquino, que colabora com o Coletivo.

A estudante de Design Jéssica Gois, 24, que também faz parte do grupo, conta que, inicialmente, era uma forma de exercitar o crochê. Ela não imaginava que ia ter a oportunidade de viajar e participar de vários eventos.

"Hoje em dia o Coletivo é a minha motivação, o contato com as meninas, a troca de ideias. Em todas as ações, nós ficamos livres para mostrar o nosso eu, cada uma tem o seu jeito de fazer crochê, gosta de usar uma linha diferente. Nós pré-definimos umas coisas para ter uma unidade, mas na hora cada uma acaba dando o seu toque", compartilha.

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