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Atualizado em 07/08/2017 às 17h13

Exposição e oficina de artista plástica carioca movimentam Galeria Trapiche

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Da Redação - Agência São Luís

Exposição e oficina de artista plástica carioca movimentam Galeria Trapiche"Por ser uma técnica milenar e sobre tecido, que é um suporte diferente, a monotipia causa um pouco de curiosidade. É uma exposição super bem-vinda e tenho recebido várias críticas positivas sobre a exposição e as obras", conta a artista plástica Mozileide Neri (RJ), que está com a exposição "Inquietude Suspensa" em cartaz na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís até o dia 3 de setembro.

Na sexta-feira (4), a artista ministrou a oficina "O que é Monotipia", das 9h às 12h e das 14h às 17h, também na Galeria, que fica localizada na Avenida Vitorino Freire, na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

A exposição apresenta uma série de 15 obras, produzidas de 2012 a 2017, utilizando o tecido como suporte e as técnicas de gravura (monotipia), carimbo, estamparia manual e pintura. Com classificação indicativa livre, a mostra tem duas obras que foram produzidas especialmente para a experiência tátil de visitantes, com ou sem deficiência visual.

O projeto tem o intuito de evidenciar o resgate da memória e sensibilidade criativa nos processos manuais de estamparia de tecidos. O processo criativo utilizou várias matrizes de tamanhos e materiais diversos, que após ser pintada, foi carimbada sobre vários tipos de tecidos, naturais e sintéticos.

Desde 2012 a exposição circula pelo Brasil e já foi exposta em todas as regiões do país. Por ser abstrata, Neri acredita que o seu trabalho apresenta as cores e tem um movimento de linhas e de espaço dentro do tecido que lhe agrada e faz com que o espectador se entregue e tente descobrir o que a obra quer dizer para além do título, são obras inquietas procurando serem lidas pelos espectadores.

Quanto à comercialização, os interessados em comprar as obras precisam esperar o térmico do circuito de exposição, que normalmente acontece em dezembro. "Após o negócio feito, o cliente fica livre para fazer o que quiser da obra. Muitos colocam moldura, outras pessoas já fizeram até vestido", destaca a artista.

Neri aponta que o mercado hoje está voltado para as esculturas e instalações, que são obras grandes com uma estrutura muitas vezes eletrônica ou de montagem muito difícil, com foco no inusitado, no impossível. Além disso, o mercado muito se interessa em quem é o artista, se já expôs suas obras fora do Brasil ou até mesmo se é representado por galeria. Ela explica que é uma artista independente que faz exposições por meio de editais ou convites.

OFICINA

A artista plástica Mozileide Neri facilitou a oficina "O que é monotipia?", na sexta-feira (4), em duas turmas, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo. A oficina teve como proposta aproximar o participante da técnica da monotipia e da arte contemporânea. Os participantes usaram tinta guache em matrizes de acetato e isopor, fazendo monotipias em papel sulfite.

"A oficina é aquele momento em que a gente fica muito mais íntimo da técnica. Os participantes produziram, se deixaram influenciar pela técnica, tinta e pincel. Não tiveram aquele medo de fazer. Pelo contrário, fizeram e fizeram super bem. Eu compraria pelo menos uma monotipia de cada um deles", brinca a artista plástica.

A estudante de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Amanda Moraes, 22 anos, conta que ficou sabendo da oficina em uma reunião do projeto de extensão que participa. "Eu achei a oficina bem interessante. Nunca tinha testado a técnica do isopor. Achei muito bom conhecer uma artista que realmente trabalhe com isso em exposições. Tenho alguns projetos de intervenção urbana, mas gostaria de começar uma carreira nessa área de impressão, de xilogravura e monotipia", planeja.
Outra interessada na técnica é a estudante de Artes Visuais, também da UFMA, Francisca de Carvalho, 46 anos. Ela disse que achou a oficina muito interessante, que a facilitadora foi muito didática ao apresentar suas obras, explicar o que é monotipia e depois fazer a parte prática.

A ARTISTA

Bio Mozileide Neri vive e trabalha no Rio de Janeiro. É poetisa, contista, cronista e artista plástica. Graduada em Produção Cultural e pós-graduada em Linguagens Artísticas, Cultura e Educação, ambos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. É editora e designer do periódico trimestral sobre literatura, fotografia e arte chamado "Labirinto Literário". Desde dezembro de 2012, Mozileide Neri participa de coletivas e individuais por todas as regiões brasileiras através de editais de arte.

A artista plástica tem quatro projetos expositivos circulando por todo o país: monotipias sobre tecido (projeto "Inquietude suspensa"); livros-objeto (projeto "Palavras fechadas"), pintura e graffiti sobre muros urbanos e paredes de galerias de arte (projeto "Delicado abismo da desconstrução") e pintura sobre madeirite (projeto "O peso das vogais longas"). Para conhecer mais sobre o trabalho da artista acesse http://mozileideneri.wordpress.com

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