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Atualizado em 02/11/2017 às 15h43

Prefeitura dialoga com ambulantes sobre obras do PAC Cidades Históricas

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Da Redação - Agência São Luís

Comerciantes informais se reúnem com Semurh para discutir mudançasA Prefeitura de São Luís tem realizado reuniões com os comerciantes informais que atuam na região das praças Deodoro e Pantheon para tratar, de forma consensual, sobre o local provisório para onde eles irão ser transferidos no período das obras de requalificação das praças e da Rua Grande. Os serviços fazem parte do elenco de 33 intervenções no Centro Histórico previsto no PAC Cidades Históricas, do Governo Federal. Na quarta-feira (1º) a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo (Semurh), que conduz o diálogo, se reuniu com a classe para discutir o tema que será novamente abordado em outras reuniões.

As rodadas de conversas estão sendo realizadas por iniciativa da Prefeitura com a colaboração das duas entidades de classe representativas da categoria: o Sindicato do Comércio Informal de São Luís e a Associação do Comércio Informal. Por meio das entidades, a Semurh convocou os comerciantes para ouvir sugestões.

"Estamos esclarecendo sobre as obras que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai realizar no local. Nossa disposição é conversar para juntos encontrarmos uma saída consensual e sem prejuízos para a categoria. Estamos dando atenção ao lado mais frágil desta relação, que são os ambulantes", ressalta o secretário da Semurh, Mádison Leonardo Andrade. Segundo o secretário, perto de 400 comerciantes atuam na área, incluindo a Praça do Pantheon e as duas alamedas contíguas à Biblioteca Pública Benedito Leite.

 A ideia é instalar na Praça do Pantheon o canteiro de obras, dando início aos serviços na região em frente à biblioteca.Concomitante à esta etapa, os comerciantes informais seriam transferidos para a alameda do lado esquerdo da biblioteca, em frente ao Sesc.

Numa outra etapa, eles seriam remanejados para a área entre o Liceu Maranhense a sede regional da Embratel. Para isso, a Prefeitura pretende requalificar o terminal de ônibus para abrigar os comerciantes em condições favoráveis à atividade comercial.

"Esta é uma etapa cansativa do processo. Mas é por este meio que estamos buscando uma saída que cause menos transtorno à categoria. Sabemos que o momento é difícil e que precisamos da união de todos para encontrarmos uma solução", disse o presidente do sindicato, Carlos Cunha dos Santos. O posicionamento do presidente é compartilhado pelo presidente da Associação, José de Ribamar Ferreira.

SOLUÇÃO

No período em que as obras estiverem sendo executadas, a Prefeitura prosseguirá com os estudos para uma solução definitiva para o comércio informal no Centro Histórico de São Luís. A Semurh está oferecendo aos comerciantes a opção de instalar suas barracas nas proximidades das suas residências, com objetivo de desafogar a região. A Blitz Urbana, órgão ligado à Secretaria de Segurança com Cidadania, tem acompanhado a rodada de conversas com os informais.

"Neste novo local as barracas ganharão cobertura padronizada e sinalização adequada para dar uma dinâmica maior no trânsito de pedestre. Essa é uma obra de grande importância para a cidade. Muitos não estavam acreditando que ela seria realizada e hoje temos essa realidade", ressalta Mádison Leonardo. Após as rodadas de diálogos os ambulantes irão se reunir em assembleia para decidirem sobre as sugestões de remanejamento apresentadas.

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