agencia

Notícias

Atualizado em 10/11/2017 às 19h01

Prefeitura realiza blitz de combate ao trabalho infantil

A- A+ Tamanho da Letra
Da Redação - Agência São Luís

Fiscais alertam população sobre trabalho infantilA Prefeitura de São Luís, por meio das secretarias municipais da Criança e Assistência Social (Semcas); Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa); Segurança com Cidadania (Semusc); e o Conselho Tutelar (CT) da área São Francisco/Cohama realizaram, na tarde desta sexta-feira (10), uma blitz de combate ao trabalho infantil na feira livre do bairro Renascença.

A ação, articulada pela Semcas, teve por finalidade identificar a incidência de trabalho infantil no local e promover os devidos encaminhamentos para a aplicação de medidas protetivas, através da rede de proteção social - Conselhos Tutelares e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

De acordo com a coordenadora do Serviço de Abordagem Social da Semcas, Marta Andrade, os meninos e meninas chegam às feiras em busca de retorno financeiro, às vezes para suprir necessidades próprias ou são encaminhados para complementar a renda familiar. "Nós esclarecemos o equívoco do uso da mão de obra infantil durante a visita, e feirantes, pais e clientes são advertidos sobre o erro no incentivo dessa prática", alertou a coordenadora.

É considerado trabalho infantil toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país. As formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas como também constituem crime. A blitz será realizada durante todo o mês de novembro em outras feiras da capital.

Para a feirante Maria de Jesus Santana, 42 anos, o trabalho realizado é fundamental para conscientização e mudança de comportamento dos próprios trabalhadores da feira. "Diminuiu bastante a quantidade de crianças, antes isso aqui era cheio, mas com esse trabalho que é feito, as pessoas passaram pensar mais e não trazer mais seus filhos para vender ou carregar sacolas", disse a vendedora.

Já o aposentado José Mario Assunção, 72 anos, destacou que é de extrema importância proteger crianças e adolescentes do trabalho infantil. "A feira caracterizada como local de trabalho, não é lugar para nossos meninos e meninas, que devem dedicar seu tempo aos estudos e a uma infância saudável. As equipes estão de parabéns, não só por fazerem a fiscalização, mas também por realizar um trabalho educativo com os feirantes", afirmou o engenheiro aposentado.

ABORDAGEM SOCIAL

Além da ação intensificada da blitz, o Serviço de Abordagem Social mantém ações permanentes de combate ao trabalho infantil. O trabalho consiste na identificação de crianças e adolescentes em espaços públicos como praças, entroncamentos de estradas, terminais de ônibus, rotatórias e sensibilizando as comunidades para não utilização da mão de obra infantil.

Acesse aqui a galeria de imagens desta reportagem