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Atualizado em 20/12/2017 às 16h13

Acolhidos dos abrigos da Prefeitura de São Luís participam de ceia de Natal

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Da Redação - Agência São Luís

Voluntários da Cemar oferecem ceia de Natal aos abrigadosA solidariedade tornou o Natal dos acolhidos dos abrigos da Prefeitura de São Luís ainda mais especial. Cerca de 40 pessoas que moram nas Unidades de Acolhimento Institucionais Residência Inclusiva e Casa de Acolhida Temporária participaram, nesta terça-feira (19), na Residência Inclusiva, de uma ceia Natalina. A ação foi possível graças à parceria entre o poder público municipal por meio da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) e a Companhia Energética do Maranhão S.A (Cemar).

Brincadeiras e música animaram os acolhidos, que aproveitaram para sair um pouco da rotina. A secretária da Semcas, Andréia Launde destaca a importância de parcerias que contribuam para ampliar e qualificar ainda mais o atendimento a esse público. "Nós temos buscado diversas instituições capazes de nos auxiliar a desenvolver ações para o público atendido pela Assistência Social. É o segundo ano que a Cemar realiza um momento diferenciado. Além disso, este dia é especial para essas pessoas que guardarão nas suas memórias o que vivenciaram aqui. Nós louvamos esse tipo de iniciativa e esperamos outras atuações similares", disse Andreia Launde.

As duas unidades - Acolhimento Institucionais Residência Inclusiva e Casa de Acolhida Temporária - trabalham na perspectiva da reinserção familiar ou comunitária. Os acolhidos são inseridos nos benefícios socioassistenciais, de acordo com suas necessidades como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), aluguel social, cestas básicas etc. Também são encaminhados o para o atendimento das demais políticas publicas como educação e saúde. Os acolhidos contam, ainda, com apoio de orientadores sociais e pedagogos que diariamente desenvolvem atividades laborais que proporcionem aprendizado, interação e socialização entre eles.

SOCIAL

De acordo com a analista de Responsabilidade Social da Cemar, Jeane Pires, a companhia possui diversas iniciativas no programa de voluntariado. "Queríamos oportunizar ao nosso colaborador a presença em um ambiente onde as pessoas precisam de um cuidado e olhar diferenciado. A ceia do Natal é muito simbólica, então quisemos proporcionar algo similar ao que realizamos nas nossas casas. Mesmo sem a presença da família e vivendo em outro espaço, consideramos que seria um momento especial pra eles", explicou.

Sobre sua experiência na unidade de acolhimento e ida ao jantar, Solange Lima, 48 anos, que reside atualmente na Casa de Acolhida Temporária, disse que está sendo fantástica. "Eu não vivi esse momento nem quando eu tive minha vida fora do abrigo. Está sendo maravilhosa essa participação aqui hoje, muito bacana mesmo. Também estou aprendendo a conviver com pessoas diferentes", afirmou.

As comemorações do Natal também se estenderam às demais Unidades de Acolhimento como a Casa de Passagem (que acolhe crianças) e ao abrigo para pessoa em situação de rua.

ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL E FAMILIAR

O Abrigo Institucional Residência Inclusiva é voltado para pessoa com deficiência. Nele residem 10 pessoas. Além desse, a Semcas mantém mais quatro Unidades de Acolhimento por meio da execução direta, são eles: Casa de Acolhida Temporária, voltada para acolhimento de famílias e adultos; o Abrigo Luz e Vida que acolhe adolescentes; a Casa de Passagem direcionada a crianças de 0 a 12 anos e o Abrigo Institucional para população em situação de rua do sexo masculino.

A Semcas possui também convênio com duas instituições para execução indireta: Grupo Solidariedade é Vida e Servos da Divina Providência\Lar Calábria, esta última executando o acolhimento em quatro Casas Lares. No total, a Semcas proporciona cerca de 360 vagas entre acolhimento institucional e familiar.

A Prefeitura possui ainda, o serviço de Família Acolhedora, que é uma modalidade de atendimento inserida no Plano Municipal de Acolhimento Institucional e Familiar para Crianças e Adolescentes da capital, com o objetivo de proporcionar às crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos o acolhimento temporário por famílias cadastradas no serviço.

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