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Quarta-feira, 17/01/2018 - 10h23

Prefeitura de São Luís amplia número de agricultores que fornecem para alimentação escolar

Associações da agricultura familiar rural que abastecem as unidades da rede municipal passaram de quatro para nove este ano

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Da Redação - Agência São Luís

As refeições nas escolas da rede municipal de ensino contam com cardápio variado para cada um dos dias da semana
A Prefeitura de São Luís ampliou o contrato de serviço de associações da agricultura familiar rural para fornecimento de alimentação escolar para as unidades da rede municipal, passando de quatro para nove o número de associações de agricultores contratadas, por meio de chamada pública, o que corresponde a 741 agricultores envolvidos. Entre os alimentos adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) da agricultura familiar estão hortaliças e frutas como abóbora, banana, couve, laranja, mamão, maxixe, melancia, melão, quiabo, vinagreira, milho verde, polpa da fruta, feijão verde, cheiro verde, entre outros itens.

Ao investir em programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA), o primeiro para fornecimento de produtos para as escolas e o segundo para distribuição de  cestas de alimentos às comunidades carentes, o prefeito Edivaldo garante aos agricultores familiares oportunidade de ter mais um espaço de comercialização dos seus produtos. Com isso a Prefeitura reforça a política de combate à insegurança alimentar e garante aos estudantes da rede municipal merenda saudável. 

O secretário de Educação, Moacir Feitosa, destacou o impacto positivo que a alimentação escolar de qualidade tem para o ensino. "Para realizar qualquer atividade e garantir o crescimento saudável, estudantes necessitam consumir alimentos que colaboram para o bom desempenho do seu corpo. A Prefeitura, na gestão do prefeito Edivaldo, tem investido em constantes melhorias da merenda escolar para que as refeições servidas sejam saudáveis e contenham todos os nutrientes necessários", disse o titular da Semed.

A alimentação escolar é fornecida pela gestão municipal de forma regular para os 83 mil estudantes da rede de ensino municipal e com repasse de recursos para as escolas comunitárias conveniadas. As refeições oferecidas nas escolas da rede municipal de ensino contam com cardápio variado para cada um dos dias da semana, incluindo café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia, dependendo do tempo letivo do aluno.

De acordo com o Superintendente da Área de Apoio ao Educando, Raimundo Nonato de Sousa Filho, a Semed segue orientação das normas estabelecidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) idealizadas para atender às necessidades nutricionais de cada faixa etária.

São servidos sucos de frutas, leite, achocolatado, sopas, carnes, pães, biscoitos, arroz, grãos, verduras e legumes. O Pnae estabelece que o cardápio da alimentação escolar deve ser programado de modo a suprir, no mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias dos estudantes. A elaboração do cardápio deve ser feita para promover alimentação saudável, respeitando-se os hábitos alimentares de cada localidade, sua vocação agrícola e preferência por produtos básicos, dando prioridade, dentre esses, aos semi-elaborados e aos "in natura".

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

A equipe de nutricionistas da Superintendência de Apoio ao Educando da Semed, realiza, desde o ano passado, avaliação nutricional de estudantes nas escolas da rede municipal. A avaliação é fundamental no diagnóstico de desenvolvimento das crianças, identificando casos de excesso ou de baixo peso. Com os resultados, é possível construir um cardápio para que os estudantes possam consumir os nutrientes que mais precisam e, assim, obter um bom rendimento na escola.

De acordo com a nutricionista da equipe da Semed, Karla Andrea Coelho Gomes, a pesquisa identifica se a criança está com sobrepeso, obesidade ou baixo peso. "Com a avaliação, descobrimos o estado nutricional que a criança se encontra. A partir desses resultados, poderemos adaptar o cardápio de modo a garantir que os estudantes consumam todos os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e, por consequência, ao bom rendimento escolar", explicou.

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