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Quinta-feira, 29/03/2018 - 12h07

Seminário avalia políticas públicas no enfrentamento ao uso de drogas entre crianças e adolescentes

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura participa do seminário que debateu as políticas de enfrentamento às drogasAs políticas públicas que estão sendo implementadas em São Luís, as necessidades na conjuntura atual e as perspectivas de avanços, no atendimento a crianças e adolescentes usuárias de drogas, foram temas debatidos no Seminário Municipal sobre Drogas, promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Luís (CDMA), nesta quarta-feira (28), no Espaço Orienta, no Renascença, com apoio da Prefeitura de São Luís.

O vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, representou o prefeito Edivaldo no evento e ressaltou que é importante fazer esse diálogo conjunto, poder público e a sociedade, para encontrar caminhos no enfrentamento ao problema do uso de drogas. "É preciso realmente fazer esse debate com todos os entes para encontrar meios de enfrentar um problema que tem uma dimensão muito grande. Requer a participação de todos, poder público, entidades e as famílias, para que possamos avançar", disse Julio Pinheiro.

O Seminário Municipal sobre Drogas: uma análise das políticas públicas no contexto da criança e do adolescente em 2018 trouxe para debate as dificuldades enfrentadas por quem faz o atendimento e por quem precisa ser atendido. O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, esteve presente ao evento.

Para o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, que compôs a mesa de abertura do seminário, para o enfretamento das drogas é fundamental uma ação articulada."O desafio para o enfrentamento das drogas perpassa por todas as instâncias e começa em casa, mas é importante que existam políticas que ampare as famílias, que dê o suporte a elas para diagnosticar e prevenir", pontuou o secretário.

O gestor destacou que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) desenvolve ações anti-drogas junto às crianças e adolescentes da rede e exaltou o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). "O Proerd é uma parceria com a Polícia Militar que atua na conscientização de estudantes da rede municipal, nas áreas de maior vulnerabilidade, com a intenção de tornar nossas crianças mais resistentes e fortes às drogas", explicou o secretário.

O secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco, aponta três caminhos para o problema como a inovação no acolhimento, utilizar melhor a rede de assistência que já existe e qualificar pessoas que já estão nos espaços públicos de saúde. "O paciente deve ser atendido na hora que ele precisar. A necessidade do usuário deve ser prioridade", frisou.

Para a presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Janicelma Fernandes, o envolvimento de todos é importante. "É necessária uma ação conjunta que envolva da família até o poder público com a criação de políticas públicas que empoderem as famílias para que elas cuidem de suas crianças", disse.

PERSPECTIVAS

Segundo a coordenadora de Saúde Mental do Município de São Luís, Liana Martins, há esperança de avanços em um novo pacto que visa a ampliação e melhoria da rede de atendimento, com a implantação de um CAPS específico para adolescentes, uma unidade de assistência com equipe multidisciplinar e uma unidade com leito de internação. "Me comprometo em lutar para que seja feito o que for possível para que haja essa nova pactuação", destacou Liana.

ATENDIMENTO

A Prefeitura de São Luís oferta atendimento a crianças e adolescentes usuárias de drogas ilícitas no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI), localizado no Turu, que atende, atualmente, cerca de 25 pacientes. Os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) também fazem atendimento para encaminhamento, e as Residências Terapêuticas, localizadas nos bairros São Cristóvão, Ipase e Filipinho.

"Hoje, as famílias podem buscar o atendimento nas unidades do Cras, no CAPS infantil, ou no CAPS do Estado também. Porém, estamos discutindo, neste seminário, com a sociedade, uma forma de avançar na atenção. Uma das necessidades é ampliar os espaços de atendimento", ressaltou a presidente do CDMA, Janicelma Fernandes.

O Seminário encerrou no final do dia e contou com a participação dos secretários municipais de Saúde, Lula Filho, e de Educação, Moacir Feitosa; de representantes da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

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