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Sábado, 14/04/2018 - 09h58

Seminário realizado pela Prefeitura discute sobre práticas pedagógicas para estudantes com autismo

Evento reuniu cerca de 150 educadores, especialistas e estudantes de psicologia no III Seminário TEA, que abordou Transtorno do Espectro Autista

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Da Redação - Agência São Luís

Educadores, especialistas e estudantes de psicologia se reuniram para debater sobre autismo 
A discussão sobre 'Práticas Pedagógicas para Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)' norteou o III Seminário TEA, promovido na última sexta-feira (13), pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O evento reuniu cerca de 150 educadores, especialistas e estudantes de psicologia, no auditório do Centro Pedagógico Paulo Freire, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

O secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, ressalta a importância do debate em torno do tema, no sentido de socializar e compartilhar experiências, na busca pela ampliação das práticas pedagógicas para o atendimento de estudantes com TEA. "Esta é uma ação que faz parte da política de educação especial da gestão do prefeito Edivaldo, cujo esforço está em ampliar o acesso a uma educação pública de qualidade, inclusiva e integral para crianças e adolescentes de São Luís", destaca Moacir Feitosa.

A temática central do evento, 'Práticas Pedagógicas para Estudantes com TEA', foi desenvolvida pela Prof. Dra. da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Lívia Zaqueu, que falou, entre outros assuntos, sobre as pesquisas na área para a identificação de práticas pedagógicas de sucesso para a atuação com estudantes com TEA.

A professora também mediou as duas mesas redondas realizadas logo após sua palestra, que trataram, respectivamente, sobre 'Serviços Especializados para o Atendimento Clínico de Pessoas com TEA' e 'Serviços Educacionais Ofertados às Pessoas com TEA e Comunidade".

DESAFIO

A superintendente da Área de Educação Especial da Semed (SAEE), Dalvina Amorim Aires, diz que a identificação e o tratamento dos casos mais graves de TEA ainda é um desafio para as instituições públicas e privadas que desenvolvem ações para o atendimento de pessoas com o transtorno, seja na área educacional ou de saúde. "Estamos sempre em busca de parcerias que somem com a gente no atendimento dos estudantes com TEA, para que estes possam ser encaminhados, no contraturno escolar, para serviços de psicologia e de terapia ocupacional, para a sua estimulação e desenvolvimento", ressalta Dalvina Aires.

Uma das participantes da mesa redonda foi Edina Dias de Oliveira, professora da Sala de Recursos da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Jornalista Neiva Moreira (Núcleo Turu/Bequimão). Ela trabalha há mais de 10 anos em salas de recursos das escolas da Rede Municipal de São Luís, e apresentou, na mesa redonda, uma situação de aprendizagem desenvolvida no Plano Educacional Individualizado (PEI) de um aluno com TEA Nível 3, que é o nível mais severo.

Edina Dias conta que as atividades que realizou com o estudante foram desenvolvidas sempre com base numa observação contínua e atenta, respeitando as suas especificidades, para que pudesse perceber o que ele gostava e o que podia fazer, dentro das suas limitações. "A comunicação e o comportamento desses estudantes são prejudicados em função do seu déficit de atenção e concentração, por isso a necessidade de uma observação ainda mais atenta, que venha a estimular e promover a convivência social", assinala a educadora.

Na mesa de debates, também esteve o Doutor em Análise do Comportamento, Daniel Carvalho de Matos, coordenador do Laboratório de Avaliação, Pesquisa e Intervenção em Transtorno do TEA (Lapitea) e do curso de pós-graduação latu senso em ABA (Análise do Comportamento Aplicada) da Universidade Ceuma (Uniceuma). Daniel Matos, em sua fala, descreveu as ações desenvolvidas no Lapitea e as capacitações realizadas com os acadêmicos do curso de psicologia. "Viemos mostrar as ações que estamos desenvolvendo no laboratório, onde 15 crianças com autismo estão sendo atendidas, por meio da terapia ABA, que é um modelo de intervenção baseado em evidências científicas e que tem sua eficácia comprovada", destaca.

Além da Uniceuma, o evento teve a participação de representantes do Centro de Atenção Psicossocial do Turu (CAPSI), do Centro de Ensino Superior Santa Terezinha (da Faculdade Cest), do Instituto de Ensino Superior Franciscano (IESF/MA), do Centro de Ensino de Educação Especial Padre João Mohana, e do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde. Assistentes sociais, terapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos da plateia também contribuíram para o debate.

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