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Sexta-feira, 18/05/2018 - 19h25

Prefeitura fortalece proteção às crianças e adolescentes da capital com várias ações no 18 de maio

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a gestão do prefeito Edivaldo chama a atenção da sociedade para a causa

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeito Edivaldo e a primeira-dama Camila Holanda recebem crianças, adolescentes e representantes de entidades no Palácio La RavardièreO prefeito Edivaldo recebeu, no Palácio La Ravardière, na tarde desta sexta-feira (18), um grupo de crianças e adolescentes que participaram de uma caminhada alusiva ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O grupo chegou à sede da Prefeitura de São Luís após uma caminhada que teve início na Beira-Mar e contou com a presença da primeira-dama Camila Holanda e de representantes de entidades sociais que lutam contra estas violências. Participaram ainda da caminhada dezenas de crianças e adolescentes do programa Movimento e Resgate, da Prefeitura de São Luís, que leva atividades físicas e esportivas a este público em áreas de vulnerabilidade.

Antes de chegar ao gabinete do prefeito Edivaldo, as crianças e adolescentes se reuniram na Avenida Beira-Mar, Centro, para chamar a atenção de todos contra o abuso e a violência sexual a esta faixa etária. O evento, organizado pela Prefeitura de São Luís, reuniu secretarias municipais, entidades de proteção à criança e movimentos sociais.

A caminhada teve como objetivo sensibilizar a sociedade para a proteção das crianças e adolescentes contra o abuso e a violência sexual, além de informar sobre a rede de proteção e prevenção a estes casos. A caminhada concentrou às 15h na Praça Maria Aragão, seguindo pela Avenida Beira-Mar e encerrando na sede da Prefeitura, Praça Pedro II.

"É um momento importante e de forte significado, em que vemos todos unidos por uma causa maior e urgente pela proteção de nossas crianças e adolescentes. Tenho a felicidade de fazer parte desta corrente e com o desejo de sempre avançar, reforçando nosso compromisso e esforços para a promoção das políticas em defesa das crianças e jovens", enfatizou o prefeito Edivaldo. Na ocasião, o prefeito foi presenteado pelos movimentos sociais e instituições de apoio à criança e ao adolescente com camisas da campanha.

Para a primeira-dama, Camila Holanda, apoiar a data e os movimentos é reforçar o comprometimento com esta bandeira. "As crianças e adolescentes precisam ser protegidos contra toda forma de violência e serem orientados para que consigam identificar e denunciar. Estamos juntos para fortalecer as ações de defesa e proteção", destacou.

CAMINHADA

Com faixas, cartazes, carro de som e falas em combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, as centenas de pessoas caminharam pela Avenida Beira-Mar mobilizando a população. Diversas entidades sociais organizaram grupos com itens que chamavam a atenção para a luta contra esta forma de violência. Estudantes vestidos de palhaço foram mostrar a alegria e ingenuidade das crianças; outro grupo organizou mãos abertas coloridas simbolizando o 'pare' para esta violência.

A secretária municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), Andréia Lauande, pontuou que a ação tem um apelo forte de denúncia e busca de prevenção na defesa desse público, mas, principalmente para chamar atenção da sociedade sobre o que é abuso e exploração sexual. "A rede municipal de Assistência, Educação e Saúde tem trabalhado na prevenção, com fins a melhorar o sistema de notificação para que possamos identificar os casos e mais rápido garantir o reparo a essas crianças e adolescentes", reforçou a gestora.

A estagiária Keciana Silva, 18 anos, moradora do Bom Jesus, que integra o Centro de Cultura Negra (CCN) avaliou a importância do evento. "Aqui a gente chama a sociedade para ajudar a combater essa violência e proteger todas as crianças. Elas precisam saber como essa violência se manifesta, como denunciar, como impedir. Todos devem se unir por esta causa que pode ser vivida por qualquer um e devemos estar prontos para impedir", disse.

Para a estudante Thalyce Brenda Sousa, oito anos, que mora no bairro São Raimundo, a caminhada vai servir "para pedir que respeitem as crianças e adolescentes e não façam coisas erradas". Ela é estudante da escola Tia Valdecira, do São Cristóvão e integra o projeto Meio Ambiente e Esporte, desenvolvido na unidade. "Lá a gente tem várias informações sobre essas coisas e a gente sabe que não pode e não é certo", disse.

Integrante do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, da Semcas, o estudante Rômulo Lopes, 16 anos, da Vila Passos, diz que a informação chega pela escola e pela instituição da qual faz parte. "Lá a gente tem várias atividades que complementam com as da escola e sempre os professores realizam palestra e informam de muita coisa. Eu nunca sofri essa violência e não conheço ninguém que sofreu, mas, se eu tiver conhecimento, eu sei como denunciar para ajudar", disse o jovem.

Participaram da caminhada jovens do projeto Circo Escola e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, dos Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e Centro Especializado de Referência e Assistência Social (Creas), da Semcas; da Secretaria Municipal de Saúde (Semus); Secretaria Municipal de Educação (Semed); da Secretaria de Desportos e Lazer (Semdel) da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac); Rede Amiga da Criança; projetos sociais e entidades de proteção à criança e ao adolescente; representantes dos Conselhos Tutelares; vereadores Raimundo Penha e Ricardo Diniz; e o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves; e da atleta maranhense Iziane Castro.

AÇÕES

Na manhã desta sexta-feira (18), foram desenvolvidas pela Prefeitura ações simultâneas em rotárias, terminais de integração e rodoviário, semáforos e na BR-135. A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) promoveu blitzes socioeducativas para alertar e sensibilizar a população da capital sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

"Hoje completa 18 anos desde a instituição do dia 18 de maio, um marco importante e necessário para combater esses tipos de violências. Nós convidamos a população a denunciar esses crimes. A rede de defesa e proteção da criança está mobilizada para alertar as pessoas não nesta data, mas durante o mês de maio com uma programação diversificada. A gestão do prefeito Edivaldo tem compromisso com esse público e por isso, os serviços buscam fazem um atendimento e acompanhamento cada vez mais qualificado", explicou a titular da Semcas, Andréia Lauande.

Casos de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina. Os Centros de Referências Especializados de Assistência Social (Creas), por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI) acompanha atualmente 104 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. A maior parte é do sexo feminino, abusadas por padrastos ou parentes próximos, do sexo masculino. O trabalho desenvolvido objetiva retirar a vítima da situação de violência, promover sua reinserção no convívio social e fortalecer os vínculos familiares para a superação da ocorrência.

PROGRAMAÇÃO

Com o tema "Proteja nossas Crianças e Adolescentes, Faça Bonito!", a programação da Prefeitura, além das blitzes, inclui ao longo do mês caminhadas, palestras e oficinas. As atividades integram as ações Comitê do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

Segundo a psicóloga do Creas, Célia Queiroz, geralmente a vítima não apresenta apenas um sinal só, mas um conjunto de indicadores, como mudança de comportamento com alterações de hábitos repentinos e recorrer a comportamentos infantis que já tinha abandonado. A violência sexual ocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal, como na exploração sexual. Dessa forma, a dica da especialista é maior observação dos familiares com vínculos afetivos verdadeiros e ainda um diálogo franco, sem medo.

"É preciso explicar à criança quais são as partes íntimas dela e orientar para que ninguém as toque, nem peça algo em troca disso. Caso aconteça, tem que falar. Ao perceber alterações no comportamento é preciso buscar apoio da rede de proteção e defesa. O trabalho é realizado em articulação com diversos órgãos – Sistema de Justiça, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Conselhos Tutelares", explica a psicóloga.

DENÚNCIAS

As denúncias sobre estas violências podem ser feitas ao disque 100 dos Direitos Humanos; em caso de emergência para o 190; e ainda, em um dos 10 Conselhos Tutelares (CTs) da capital. Os endereços e contatos dos CTs podem ser encontrados pelo site da Prefeitura de São Luís https://www.saoluis.ma.gov.br/semcas.

A cuidadora Sulverdina Barreto, 42 anos, recebeu material educativo durante a ação no retorno do bairro São Francisco e diz que inicitivascomo essas são importantes para que a família fique atenta. "Nós precisamos proteger nossas crianças desse tipo de violência. Infelizmente muitos casos acontecem dentro da própria casa, então, fazer as pessoas ficarem atentas e não fecharem os olhos é fundamental", disse.

SERVIÇOS SOCIOASISTENCIAIS

No trabalho de combate e enfretamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a Semcas desenvolve ações através de um conjunto de serviços voltados para o atendimento e acompanhamento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, risco social e pessoal.

Os Centro de Referência de Assistência Social (Cras) atuam tanto na prevenção, por meio de orientações, quanto nos casos em que as crianças e adolescentes já estão em situação de violação de direitos. Neste último, elas são encaminhadas ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

Já na Proteção Social de Alta Complexidade, as vítimas são recebidas quando têm seus vínculos familiares rompidos ou seus pais e/ou responsáveis não apresentem condições de exercer a função protetiva, e necessitam de acolhimento institucional ou familiar, até que os vínculos sejam estabilizados e possibilite a reinserção familiar. Não havendo possibilidade deste retorno, são encaminhadas a famílias substitutas.

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