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Sexta-feira, 18/05/2018 - 15h41

Estudantes da rede municipal de educação realizam caminhada em alusão ao 18 de maio

Data marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e comunidade escolar se mobiliza em atividades de conscientização

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Da Redação - Agência São Luís

Alunos da escola Alberto Pinheiro desenvolveram diversas atividades sobre o tema ao longo da semanaUma passeata mobilizou os estudantes do 4º e 5º anos da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Alberto Pinheiro, Centro, em alusão ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A ação, que ocorreu na manhã desta sexta-feira (18), faz parte da campanha que visa conscientizar os estudantes e comunidade escolar sobre a importância do combate a estas violências.

Para o secretário de Educação, Moacir Feitosa, este tipo de ação é importante para esclarecer toda a comunidade. "É necessário trabalhar esse tema de forma elucidativa. Precisamos esclarecer para os estudantes sobre essas situações e, acima de tudo, informar a importância de denunciar qualquer abuso", destacou o titular da Semed.

Rayana Karoline Silva Gonçalves, 11 anos, participou da passeata e considerou a atividade importante. "O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes existe porque houve um bárbaro assassinato da menina Araceli. Nós não podemos aceitar a violência e pra isso precisamos saber dos nossos direitos que é essencial na prevenção", comentou a menina, referindo-se ao assassinato ocorrido na década de 1970, no Espírito Santo, e que originou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O gestor da U.E.B. Alberto Pinheiro, Leandro Ferreira da Silva, disse que a data foi inserida no calendário anual de atividades educativas da escola. "Precisamos falar de diversos temas importantes para a educação plural dos nossos estudantes. A questão do abuso pode causar sequelas na vida adulta dessas crianças e por isso temos que ter um olhar mais atento, muitas vezes, a violência está dentro de casa e nós, como escola, devemos fazer nossa parte e contribuir para a prevenção e conscientização dos direitos deles e dos deveres dos pais e responsáveis. A criança tem que ser protegida", disse.

AÇÕES

Foram feitas diversas atividades em sala de aula durante a semana como palestra sobre o tema e também sobre diretos e deveres das crianças e adolescentes. Manuele Melo Ribeiro, 10 anos e Taila Micaelle da Silva Almeida, 11 anos, explicaram o que significa os cartazes e como foram confeccionados. "Nós mesmos produzimos os cartazes com a ajuda da nossa professora em sala de aula. A flor simboliza as crianças", disse Manuele Melo. "E as frases foram feitas depois da palestra que tivemos com os coordenadores da escola", explicou Taila Micaelle. As garotas estavam vestidas de camisas pretas simbolizando o luto.

"Os pais também têm que ser sensibilizados para não permitir que nenhum mal afete seus filhos. É muito importante o diálogo entre a família para evitar conflitos", disse a garota Samia Gabrielle Macedo da Silva.

Ester Santos Vieira, 10 anos, sabe muito bem o que fazer em casos de abusos e exploração de crianças e adolescentes. "Disque 100, esse é o número de socorro onde podemos recorrer em caso de perigo. Temos que denunciar qualquer abuso que seja com a gente ou com pessoas que nós conhecemos", falou a menina.

No Brasil, o Disque 100 foi criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, é um serviço de recebimento, encaminhamento e monitoramento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. O Maranhão está posicionado em 13º lugar no ranking nacional de denúncias de violência contra crianças e adolescentes, de acordo com dados de 2016 do Disque Direitos Humanos (Disque 100).

O Disque 100 funciona diariamente. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita de qualquer aparelho telefônico para o número 100.

SAIBA MAIS
Como surgiu a campanha?
A data foi instituída em memória da menina Araceli Santos, assassinada brutalmente neste mesmo dia, 18 de maio em 1973, na cidade de Vitória, no Espírito Santo, ganhando repercussão nacional. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado e os seus agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. A data ficou instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes a partir da aprovação da Lei Federal nº. 9.970/2000.

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