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Sexta-feira, 25/05/2018 - 14h54

Prefeitura de São Luís promove Roda de Conversa na Galeria Trapiche

A Festa do Divino Espirito Santo foi tema da roda de conversa que compõe a programação da Ocupação Trapiche #07

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Da Redação - Agência São Luís

Durante a Ocupação Trapiche #07, serão realizadas rodas de conversas e oficinas com temáticas sobre maternidade e cultura popular

A Festa do Divino Espirito Santo foi tema da roda de conversa que compõe a programação da Ocupação Trapiche #07, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís. A exposição é composta pelas mostras 'Divina Presença', de Silvana Mendes, e 'Meu nome não é mãe', de Sunshine Santos, em cartaz até o dia 15 de junho, com visitação das 14h às 19h. A galeria está localizada na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

Durante a roda de conversa, a autora de 'Divina Presença', Silvana Mendes, mediou o debate que contou com a participação da pedagoga Bianca Nunes, organizadora e devota da Festa do Divino em São Luís; Thaís Coutinho, mestranda do Curso de História e pesquisadora sobre religiosidade e cultura popular; e Aricélia Cantanhede, pesquisadora de cultura popular.

A diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi, ressaltou que a programação soma com a proposta da Ocupação Trapiche. "O projeto, como o nome diz, vem para ocupar a Galeria, tornar esse local um espaço vivo. As ações formativas dentro das mostras reforçam essa proposta e trazem para o centro temáticas relevantes", disse.

Bianca Nunes organiza a Festa do Divino do Beco Catarina Mina, na Rua Portugal – Centro Histórico de São Luís. A devota partilhou sua experiência, um costume que herdou de família. "Para que a Festa aconteça precisa de amor, dedicação e obrigação. Isso garante que ela se perpetue por gerações. Tudo que acontece é por doação das pessoas que são devotas. Hoje, o conservadorismo da igreja e a intolerância religiosa impregnada na sociedade dificulta que a festa se mantenha. O preconceito ainda é muito grande".

Segundo Bianca Nunes, alguns mistérios deixam a Festa ainda mais interessantes. "A tradição vem desde a minha bisavó e estou continuando, sempre com muita atenção para que o rito se mantenha sem dar nada errado. Temos alguns símbolos, como joia de prata e a coroa com a pomba que não sabemos ao certo a origem. Isso de não saber quem começou e onde vai terminar é o que torna ainda mais místico", completou.

EXPOSIÇÃO

Durante a Ocupação Trapiche #07, serão realizadas rodas de conversas e oficinas com temáticas sobre maternidade e cultura popular. Nesta sexta-feira (25), às 18h, acontece a roda de conversa "Meu nome não é mãe". Nos 29 e 30 de maio, das 14h às 17h, será realizada a oficina de Pintura em lençol. Também como parte da programação, de 4 a 8 de junho será ministrada a Oficina de Fotografia, no mesmo horário. No dia 6 de junho acontecerá o debate "Autonomia feminina na produção artística", às 17h. Dia 12, das 14h às 17h, terá a Oficina de Mandala. O encerramento da exposição será no dia 15 de junho, às 18h.

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