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Quinta-feira, 07/06/2018 - 18h59

'Autonomia feminina na produção artística' é tema de roda de conversa na Galeria Trapiche

Evento foi realizado nesta quarta-feira (6) e teve a participação de empreendedoras do setor de eventos, turismo e moda, artistas, produtoras audiovisuais e artesãs

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Da Redação - Agência São Luís

Roda de conversa faz parte da programação Ocupação Trapiche #07 que está em cartaz até 15 de junhoResistência. Essa é a palavra que resume a Roda de Conversa 'Autonomia feminina na produção artística' realizada na quarta-feira (6) na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís. O evento faz parte da programação Ocupação Trapiche #07 que está com dois trabalhos em exposição: a mostra "Divina Presença", de Silvana Mendes, e "Meu nome não é mãe", de Sunshine Santos, em cartaz até o dia 15 de junho, com visitação das 14h às 19h.

Rodeados pelos trabalhos em exposição, Sunshine Santos foi a mediadora da conversa que contou com a participação de empreendedoras do setor de eventos, turismo e moda, artistas, produtoras audiovisuais, artesãs, dentre outras. Na ocasião, cada uma compartilhou suas experiências no mercado artístico e também no mercado de trabalho em geral.

Lilian Avelar, artesã e graduanda do curso de jornalismo, destacou a importância de eventos como esse para ampliar a discussão acerca dos obstáculos enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho. "Fico muito feliz em participar desse momento onde podemos somar com todos os presentes ao compartilhar todos os obstáculos diários que enfrentamos para sermos reconhecidas nos ambientes em que estamos presentes".

Durante a conversa, as participantes falaram sobre o preconceito que sofrem nos diversos espaços artísticos, que são predominantemente masculinos, e quais estratégias adotam, muitas vezes de forma inconsciente, para serem respeitadas como profissionais. Sâmia Oliveira, produtora audiovisual, corrobora ao dizer que "a mulher tem que se embrutecer em um set de filmagem. Tem que ser o tempo todo altiva, forte, confiante e segura para poder ser ouvida, ser reconhecida e respeitada. Não pode errar, não pode ser somente boa no que faz; tem que ser ótima, para poder ter credibilidade, pois mulher tem que provar que é competente o tempo todo".

Segundo Sâmia Oliveira, as mudanças que ocorreram até aqui são muito importantes, porém muito graduais. "Falamos de resistência, de protagonismo e de luta, mas tudo isso é muito paulatino, muito gradual. Temos ainda muita luta pela frente, pois ainda persistem muitas barreiras nos nossos caminhos".

Tamara Marques, empreendedora da área da moda, também fez sua contribuição. "Não podemos parar, temos que continuar seguindo em frente e sempre construindo para não sumirmos. Temos que parar de nos esconder e nos apoiar, pois quando temos apoio, as coisas se tornam mais fáceis", afirma.

Também participaram da roda de conversa a cantora Célia Sampaio, as sócias em uma empresa do setor de turismo e eventos Laisiane Ramos e Majarrara Guterres, e também Nádia d'Cássia e Carol Araújo, que trabalham com produção audiovisual.

PROGRAMAÇÃO

Ainda como parte da programação do Ocupação Trapiche #07, haverá a oficina Pintura em Lençol, nesta sexta-feira (8), das 14h às 18h. Inscrições pelo email galeriatrapicheslz@gmail.com. No dia 12 de junho será realizada a oficina de Mandala, das 14h às 17h. Já no dia 14 ocorrerá a roda de conversa "Meu nome não é mãe", às 18h. O encerramento da exposição será no dia 15 de junho, às 18h.

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