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Sábado, 09/06/2018 - 13h07

Pintura em lençol é tema de oficina em equipamento de cultura da Prefeitura

A oficina integra a programação da exposição Ocupação Trapiche #07, que acontece na Galeria Trapiche Santo Ângelo

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Da Redação - Agência São Luís

A artista Eva Braun facilitou a oficina, que teve a proposta de realizar uma produção experimental

Da intimidade do lar para o ambiente criativo de um espaço cultural, assim vieram os suportes para a Oficina de Pintura em Lençol, com a artista Eva Braun, realizada na sexta-feira (8), das 15h às 18h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís, localizado na Praia Grande. A oficina integra a programação da exposição Ocupação Trapiche #07, que é composta pelas mostras 'Divina Presença', de Silvana Mendes, e 'Meu nome não é mãe', de Sunshine Santos, em cartaz até o dia 15 de junho, com visitação das 14h às 19h.

A diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi, destaca que a oficina está relacionada com a temática do protagonismo feminino por ser facilitada por uma artista mulher e militante dentro do movimento feminista. "Outro ponto relevante é que esta atividade acontece dentro de uma galeria com o uso do lençol como suporte para a pintura, que é uma peça íntima. Então, tirar o lençol de seu lugar habitual e fazer arte com ele é algo interessante. A proposta da oficina é muito boa e diferenciada", reflete.

A artista Eva Braun facilitou a oficina, que teve a proposta de realizar uma produção experimental. Com a apresentação das técnicas, as participantes ficaram livres para criar. Nascida em uma família de pintores, desde criança a artista experimenta, brinca e estuda sobre arte.

Braun conta que aprendeu as técnicas que usa na internet e experimentando em casa. Em seus trabalhos, costuma expressar a figura feminina e, mais recentemente, tem produzido figuras abstratas, porque a deixa mais livre para errar e usar os erros a seu favor. "É muito importante ter referências femininas em todas as áreas, porque a gente se sente mais confiante para produzir. E esse momento também permite a troca de experiências entre as mulheres", explica.

A estudante Kels Ane Carvalho soube da oficina por uma amiga. A estudante vem de uma família que trabalha com artesanato e é a mais jovem de três filhas, todas nomeadas com o peculiar Kels, que ela desconhece a origem. A mãe dela trabalha com chita e garrafa de vidro, a irmã mais velha com feltro, a irmã do meio com biscuit e ela com camisas.

"Achei a oficina muito proveitosa. Aprendi técnicas maravilhosas na oficina e a Eva me deu alguns toques, como o efeito do cabelo da negra pintado com o cabo do pincel e os lábios pintados como se fosse uma maquiagem. Assim vou poder melhorar as estampas das camisas que produzo para complementar minha renda", revela.

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