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Sexta-feira, 15/06/2018 - 09h56

Estudantes da rede municipal de ensino de São Luís participam do 41º Festival Guarnicê de Cinema

Mais de mil estudantes das unidades de Educação Básica de Ensino da rede municipal puderam assistir à programação do evento que reúne produções maranhenses e brasileiras até sábado (16)

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Da Redação - Agência São Luís

Alunos da rede municipal de São Luís durante exibição dos filmes no Festival Guarnicê de CinemaEstudantes da rede municipal de ensino de São Luís estão participando como espectadores do terceiro maior festival de cinema do Brasil, o Guarnicê. Esta é a 41ª edição do evento, que este ano tem como tema o protagonismo feminino nas telas de cinema. São mais de mil estudantes das unidades de Educação Básica de Ensino que assistem aos filmes no Teatro Alcione Nazaré, Cine Praia Grande e Arthur Azevedo.

O Festival Guarnicê de Cinema é promovido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC/PROEXCE) e acontece até o próximo sábado (16), na Praia Grande, no Centro Histórico. Participam do Festival a Casa Familiar Rural, as U.E.Bs. Alberto Pinheiro, Carlos Saads, Luís Serra, Gomes de Sousa (Anexo I: São Benedito), Major José Augusto Mochel, Haydê Chaves, Hortência Pinho, Professor José Gonçalves do Amaral Raposo, Justo Jansen, Escola Comunitária Menino Jesus e Associação Obras Socais Frei Antônio Sinibaldi.

O secretário de Educação, Moacir Feitosa, falou do significado de proporcionar cultura a todas as idades. "A cultura nos abre portas, mostra outras realidades, faz também sonhar. Assim como a sala de aula, a atmosfera cultural também torna os estudantes críticos, pois eles debatem o que viram, e isso é grandioso, porque aumenta a capacidade crítica de cada um deles", pontuou.

Para o gestor Jason Sousa, da U.E.B. Haidê Chaves, escola que participou nesta quinta-feira (14) do Festival, esse momento de cultura para os estudantes é muito importante. "Buscar raízes culturais e levar cultura para dentro da sala de aula é muito importante para o aprendizado, é melhor ainda quando nós trazemos eles para esses lugares onde a arte é viva. A cultura como todo é bonita e eles vão levar esses conhecimentos para o resto da vida. Nesse momento eles estão vivendo a cultura, por que a cultura é viva", comentou.

Estudante do 9º ano Fundamental, Beatriz Cristina, falou da emoção de vir pela primeira vez ao teatro. "Nunca tinha vindo ao teatro, essa minha primeira experiência aqui no teatro está sendo maravilhosa. Espero vir mais vezes. Estou gostando do filme, é uma história muito interessante". Já Carliane Salles, do 8º ano, que já tinha vindo ao teatro, gostou da experiência: "Gosto quando venho ao teatro. Ainda mais hoje, por que estou vindo com todos os meus amigos da escola e está sendo muito divertido. Agora acabamos de assistir o filme "O Mistério das Tulhas", o filme é fantástico!", relatou.

Para o gestor Ivanilson Gomes, da U.E.B. Justo Jansen, é de muita importância trazer os alunos para eventos deste porte. "Para nós professores é muitíssimo importante trazer os nossos estudantes para esses lugares, porque aqui eles aprendem muito, os filmes fazem com que eles reflitam sobre o que é arte dentro da sala e o que representa a arte fora da sala de aula, essa vivência em espaços diferenciados faz com que o aluno se interesse mais por essas vertentes", falou.

Gustavo Nonato, do 8º Ano diz que "vir ao teatro é mudar um padrão de aula que já estamos acostumados, é isso bom, por que quando ficamos só dentro da sala não temos a oportunidade de conhecer o nosso próprio patrimônio. É necessário sairmos mais da sala de aula para explorar as riquezas que existem na nossa cidade. E esse último filme que acabamos de assistir "O Mistério das Tulhas" foi impressionante", pontuou.

Dalgiza de Oliveira, do 9º ano falou sobre a quebra de rotina. "Para os alunos é muito favorável sair um pouco da rotina, algo diferenciado sempre é bom. E com essas atividades nós também aprendemos".

O gestor da U.E.B. Hortência Pinho, do bairro Estiva, Geliton Roberto, fala sobre a relevância de trazer os alunos para essas atividades "Para os nossos alunos estarem aqui é de suma importância, ainda mais para as duas salas que trouxemos, que são alunos de correção de fluxo. Fizemos questão em trazer, para que eles pudessem conhecer algo novo", disse.

Bianca Penha, do 6º ano, relata sobre a alegria que sentiu quando soube que viria assistir a um filme no Festival Guanicê. "Quando fiquei sabendo que viríamos para o teatro fiquei muito feliz. Então, quando chegamos e fomos assistir ao filme fiquei logo muito feliz, quero voltar em outras oportunidades", disse.

MOSTRA

Desde a terça-feira (12) está acontecendo a Mostra Guarnicê Jovem e Mostra Guarnicêzinho, terminando nesta quinta-feira (14), nos teatros Arthur Azevedo e Alcione Nazaré. A Mostra Jovem é destinada a estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental (Municipal) e Ensino Médio (Estadual). Os filmes exibidos abordam temas do dia a dia que cercam o universo juvenil e que traz como pano de fundo conteúdos que geram debates dentro da sala de aula. Já a Mostra Guarnicêzinho teve o foco para as crianças de 6 a 12 anos. O objetivo da Mostra Jovem e do Guarnicêzinho é fortalecer a difusão de ações produzidas no campo da sétima arte e promover acesso igualitário ao audiovisual para todas as crianças e adolescentes de São Luís.

Para Terezinha Smith, que auxilia na coordenação da Mostra Jovem e Mostra Guarnicêzinho, assim como a escola, os espaços culturais também agregam valores para os estudantes. "A escola é um espaço oficial para o aprendizado, porém, a criança e o adolescente aprendem em todos os ambientes. Nossa preocupação enquanto organizadores destas mostras é trazer os alunos para esse espaço e desenvolverem um maior convívio com as artes, pois através dos filmes com temáticas marcantes que estamos exibindo aqui eles de alguma forma aprendem, até porque todos esses temas geram discussões, e essas discussões são corroboradas com os assuntos da sala de aula", falou.

CASA FAMILIAR RURAL

Os estudantes da Casa Familiar Rural participaram da Mostra Jovem, no Teatro Arthur Azevedo para assistirem ao filme "Vento Menino", de Edemar Miqueta. A ficção, com 25 minutos de duração, feito em 2017, conta a história real de um menino cego, que tem a incrível sensibilidade de "ler" a melodia do vento. As cenas foram gravadas no povoado Mamuna, na cidade de Alcântara.

O professor da disciplina Artes, José Miranda, que acompanhou os alunos, fala da importância da troca da sala de aula por um espaço de cultura, que também acrescenta muito no aprendizado dos estudantes "É necessário que as pessoas, de modo geral, tenham o contato direto com a arte, pois ela só é absorvida verdadeiramente no contato direto, por exemplo, as visitas aos museus, aos teatros, participação em show, isso faz com que os estudantes tenham uma percepção estética com a linguagem. Neste caso é exatamente o que está acontecendo aqui, eles estão tendo contato com o cinema", afirmou.

Para o professor de Matemática, Rosivaldo Castro, é importante revelar aos alunos um novo mundo através dos filmes. "Este é um mundo novo para muitos alunos, e o Festival dá a eles uma ampliação de conhecimento. Eles têm aqui uma grande oportunidade de sonhar, talvez até se auto-descobrir como um cineasta ou artista de qualquer uma área. O mundo cinematográfico aumenta a compreensão deles vida e de conhecimento", relatou.

Para a estudante Natalia Pereira, da Casa Familiar, o conhecimento gera coisas novas e é sempre importante compartilhar o que se vê. "Aqui nós conhecemos coisas novas, e ao sairmos daqui vamos compartilhar essa experiência com os nossos amigos. O filme foi maravilhoso", informou.

Carlos Maicon, que já participou nos anos anteriores do Mostra Jovem, também pela Casa Familiar Rural, conta da felicidade de novamente estar assistindo ao Festival Guarnicê, "A cada ano fico feliz em vir participar do Guarnicê, gosto muito dos filmes que eu e meus amigos assistimos aqui, aprendemos muito, e sempre quando chegamos em sala de aula debatemos sobre os assuntos colocados nos filmes", contou.

O FESTIVAL

Apresenta um panorama da produção audiovisual brasileira, exibindo filmes de curta, média e longas-metragens, em mostras informativas e competitivas. Este ano, o evento celebra as mulheres com o tema "O protagonismo feminino no audiovisual". Além das homenagens às mulheres que fazem o cinema, o festival fechou seu júri técnico das competitivas, nacional e maranhense, e ministrantes das oficinas, com um time de forte presença feminina, contando com nomes como a homenageada Tata Amaral, Isa Albuquerque, a premiada diretora Thais Fujinaga, dentre atrizes, produtoras e roteiristas.

Além de exibição de filmes, o DAC disponibilizou vagas nas oficinas realizadas durante o evento direcionadas à linguagem do cinema. Foram oferecidas cinco oficinas, toda gratuitas. Neste ano, as atividades foram realizadas em parceria com a Academia Internacional de Cinema – AIC.

Workshop, Bate-papo sobre as mostras competitivas, Master-Class com Anna Muylaert, Cinema não tem idade, Cenário Maranhão, Cenário Brasil, Mostra Cinema por elas, Sessão Romântica e entrega de premiações, também fizeram parte da programação do festival que segue até sábado (16).

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