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Segunda-feira, 18/06/2018 - 14h03

Prefeitura estimula alunos da rede pública municipal de ensino a se tornarem escritores mirins

"Transformando o A em TAGARELAR: tecendo ideias, escrevendo histórias" está sendo levado para as escolas Alberto Pinheiro, Justo Jansen, Newton Neves, Carlos Madeira, Mario Andreazza e Luis Viana

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Da Redação - Agência São Luís

Crianças puderam trocar experiências com estudantes do Núcleo de Altas HabilidadesEstimular nos estudantes o gosto pela escrita e valorizar a produção acadêmica na rede municipal de ensino. Estes são os objetivos do projeto "Transformando o A em TAGARELAR: tecendo ideias, escrevendo histórias", desenvolvido pelo Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades/Superdotação (NEECAHS), da Prefeitura de São Luís. O projeto está incentivando a escrita e identificando novos talentos literários nas escolas públicas municipais de São Luís. Participam da ação seis Unidades de Educação Básicas (U.E.Bs.) que integram o Núcleo - Alberto Pinheiro, Justo Jansen, Newton Neves, Carlos Madeira, Mario Andreazza e Luis Viana. 

O secretário de Educação, Moacir Feitosa, ressalta que o incentivo aos estudantes a escreverem livros como atividade pedagógica, além de desenvolver a imaginação, ajuda a melhorar a escrita e a autoestima dos jovens. "As crianças são muito criativas e espertas, essas atividades complementares contribuem para o desenvolvimento de suas habilidades e capacidades, que consequentemente, nos faz identificar novos talentos por meio da socialização das histórias escritas", pontuou o titular da Semed.

O projeto já rendeu como fruto a coletânea "História, Fortuna do Céu", que reúne as produções literárias dos estudantes inscritos no NEECAHS. Para socializar essa produção, os estudantes da U.E.B Alberto Pinheiro, Pedro Mesquita, Evelyn de Cássia Passinho e Isabelly dos Santos, participaram de um bate papo com outros estudantes do 3º e 5º ano comentando as suas experiências como escritores mirins.

Pedro de Mesquita, 10 anos, autor de dois livros - " As reciclagens de Mateus" e " As aventuras do elefante" - contou para os colegas como iniciou o seu primeiro livro e a motivação para a escrita. "Gosto muito de ler, a minha motivação começou pelo incentivo dos meus pais que sempre compraram livros para eu ler em casa. Posso dizer que a leitura pra mim é um hobby. Então, eu fui escrevendo as histórias que eu lia, e contando para mim mesmo. Assim, comecei a escrever e a construir a minha própria historinha", disse o garoto.

Artur Vinícius da Silva Lopes, 9 anos, pretende ser escritor. Na sala de aula gosta de escrever e fazer cópia. "Muito boa a ideia dos meninos, gosto de ler e a experiência do Pedro me incentivou a produzir meu primeiro livro que terá como título 'O pato maluco' e já quero começar a escrever".

Para Evelyn de Cássia Passinho Furtado, 11 anos, a disciplina Português é umas das preferidas, afirmando o gosto pela leitura, a também escritora mirim, disse que pretende continuar escrevendo até na fase adulta. "Quero encorajar meus amigos a escreverem também porque é muito desafiador e estimulante, fora que ajuda no nosso aprendizado na escola e na vida. Ler é muito bom", contou a menina entusiasmada.

NA ESCOLA

"Acreditamos que a leitura e a expressão, através da poesia e da ficção, possam fazer a diferença na vida das crianças", pontuou o gestor da U.E.B. Alberto Pinheiro, bairro Centro, sobre o projeto "Transformando o A em TAGARELAR: tecendo ideias, escrevendo histórias". 

A professora do 3º ano, Silmaria Coelho Soares do Rosário, disse que a ação específica de socialização das produções literárias dos estudantes integra as atividades de incentivo à leitura e escrita proposta em sala. "A relevância de ler, de acordo com o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire, vai para além da decodificação do código linguístico. Ler é interpretar, é mais que apenas identificar as letras, sílabas e palavras em uma frase, mas sim procurar o conceito. Trabalhamos na ideia de motivação e que crianças que leem e escrevem possam inspirar outras crianças a lerem e escreverem também", disse.

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