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Sábado, 23/06/2018 - 09h15

Prefeitura encerra mais um ciclo de formação dos professores da Educação Especial

Capacitações integram programa Educar Mais, implantado na gestão do prefeito Edivaldo; somente este semestre, mais de 250 professores foram qualificados

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Da Redação - Agência São Luís

Professores atuarão na inclusão de estudantes da educação especialA Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou, nesta quinta-feira (21), o 5º workshop dos cursos da Educação Especial, oferecidos neste primeiro semestre de 2018. A ação é parte do programa Educar Mais, implantado na gestão do prefeito Edivaldo. Somente este semestre, mais de 250 professores foram capacitados.

Por meio dos cursos oferecidos a cada semestre (Braile, Autismo, Tecnologia Assistiva, Libras e Altas Habilidades), a Superintendência da Área de Educação Especial realiza a formação de docentes com o objetivo de oferecer um atendimento educacional especializado. 

De acordo com o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, a proposta curricular contempla a valorização do ser humano. "A intenção é potencializar os espaços existentes na escola, garantindo o Atendimento Educacional Especializado, para os estudantes com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação", pontuou.

Para a superintendente de Educação Especial da Semed, Dalvina Ayres, com a formação, os professores estão preparados para receber os estudantes com deficiência em sala de aula.

Nas Salas de Recursos Multifuncionais, os estudantes com deficiências têm acesso aos recursos técnico-pedagógicos que facilitam a absorção dos saberes, dadas as suas necessidades educacionais específicas.

A professora cursista, da U.E.B Ana Lúcia Chaves Fecury, Monica Lins, que participou da oficina Autismo, explicou que utilizou materiais reciclados para a confecção de recursos para alfabetização deste público. "Utilizamos tampas de garrafa PET onde colamos letras para a construção das palavras, também foi produzido um livro de EVA onde as crianças  puderam desenvolver a coordenação motora, ter noções de proporção e o mais importante, a partir das atividades, trabalhamos o respeito, a afetividade e a socialização", explicou.

Para a professora da U.E.B Dilu Melo, Flávia Cavalcante Oliveira, cursista de Altas Habilidades/Superdotação, o passo mais importante foi desmistificar o que é superdotação. "Na escola o professor procura o lado acadêmico, focando aquele que é bom em matemática, escrita, leitura, e normalmente desconsidera outra linguagem, a artística por exemplo. No curso, aprendemos a identificar os traços que inserem a criança, o estudante neste público", pontuou.

A professora Flávia contou ainda que durante o curso, se deparou com um caso interessante de um estudante com diagnóstico de deficiência intelectual, que havia sido expulso de várias escolas por seu comportamento agressivo. Conversando com sua mãe, ela revelou que ele tinha habilidade em montar e desmontar aparelhos eletrônicos e até construir robôs. "Só que a mãe do adolescente nunca tinha revelado essas habilidades aos professores e gestores das escolas pelas quais ele tinha passado".

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