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Quinta-feira, 05/07/2018 - 18h22

Prefeitura de São Luís promove palestra sobre Arteterapia em mostra Ocupação Trapiche #08

A palestra é parte da mostra 'Ocupação Trapiche #08', intitulada "Eu e/em meus primeiros passos" e de autoria da artista Milena Vale Chiacchio

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Da Redação - Agência São Luís

A palestra é parte da mostra 'Ocupação Trapiche #08', intitulada "Eu e/em meus primeiros passos"

A Arteterapia refere-se à utilização de recursos e técnicas artísticas em contextos terapêuticos e foi tema da palestra proferida pelo arteterapeuta e produtor cultural, André Lobão, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, na quarta-feira (4), às 16h. A palestra é parte da mostra 'Ocupação Trapiche #08', intitulada "Eu e/em meus primeiros passos" e de autoria da artista Milena Vale Chiacchio, que possui deficiência mental. A Galeria é um equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís, localizada na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração. A mostra fica aberta à visitação até dia 20 de julho, de segunda a sexta, das 14h às 19h.

O arteterapeuta e produtor cultural André Lobão afirma que a arteterapia remete aos sentidos simbólicos que ampliam a visão enquanto ser humano, principalmente no mundo atual de completo isolamento em que há um distanciamento da essência. "Por isso, é preciso retornar para as culturas populares, indígena, dos povos originários que fazem parte de todo esse processo cultural formado pelo povo brasileiro, para que gente possa se compreender dentro da nossa diversidade cultural", explica.

Sobre a exposição da artista Milena Vale Chiacchio, o palestrante opina que a mostra revela um processo de configuração de imagens cotidianas e processos expressivos com uma energia de afeto e emoção.

A contadora de histórias e arte-educadora Dati Bezerra disse ter gostado muito da palestra por ter sido seu primeiro contato com um profissional da área que pudesse elucidar alguns questionamentos. "Eu já tenho contato com arte e terapia de florais. Me chamou a atenção saber que a arteterapia está tão bem estruturada em um sentido de poder abarcar um processo expressivo de reconhecimento e organização desse processo, força criativa que muitas vezes a gente deixa na sombra", afirmou.

Bezerra acrescentou que não sabe se vai se tornar uma arteterapeuta, mas que este é um campo de conhecimento que a população deveria ter mais acesso, principalmente em escolas públicas. Sobre a exposição em cartaz, a arte-educadora revela suas impressões. "Me traz alegria e demonstra que a artista ainda está se conhecendo. Não sei até que ponto esse processo criativo, essa força criativa tem se expressado de fato. Portanto, podemos esperar muito mais sobre os próximos trabalhos da Milena", disse.

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