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Sábado, 07/07/2018 - 11h38

Socorrão II avança na área de Segurança do Paciente em parceria com o Sírio-Libanês

As medidas vêm sendo implementadas por meio do Projeto "Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil"

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Da Redação - Agência São Luís

Profissionais do Sírio-Libanês avaliam positivamente avanço de trabalho do Socorrão II na área de Segurança do Paciente

Práticas do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) na área de Segurança do Paciente serão apresentadas como modelo pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. As medidas vêm sendo implementadas pela unidade de saúde administrada pela Prefeitura de São Luís, por meio do Projeto "Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil" do Ministério da Saúde. O avanço desse trabalho executado por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) foi avaliado positivamente pela equipe de profissionais do Sírio-Libanês, um dos hospitais de excelência que assessoram as unidades de saúde que fazem parte do projeto.  A visita dos profissionais ao Socorrão aconteceu esta semana. 

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, reforça que a assessoria do Hospital Sírio-Libanês é uma oportunidade para o aperfeiçoamento das ações que vêm sendo desenvolvidas no Socorrão II na área de segurança do paciente na gestão do prefeito Edivaldo."Tratamos do que há de mais precioso que é a vida. Estamos investindo em segurança do paciente, em ações que preservem a vida daqueles que chegam nas unidades de saúde em busca dos nossos serviços, sobretudo aqueles que se encontram em situações mais delicadas", diz.

A equipe que visitou o Socorrão II era formada pela coordenadora do projeto "Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli; o chefe da UTI do Sírio-Libanês, José Mauro; a infectologista Fernanda Bozola e a enfermeira Gisele Franco. A visita foi acompanhada por profissionais do setor de Segurança à Saúde do Socorrão II.

Durante a visita, que faz parte cronograma de atividades previstas pelo projeto, os profissionais avaliaram in loco o desenvolvimento de práticas já descritas em relatórios encaminhados ao projeto. Como resultado da visita, iniciativas como a do Processo Ronda de Liderança foram consideradas inovadoras e um modelo a ser seguido pelas demais unidades de saúde assessoradas pelo Hospital Sírio-Libanês.

A coordenadora do projeto "Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli, avaliou como muito positivas as ações já implementadas no Socorrão II para a redução das infeções na UTI, orientadas pelo projeto. "O trabalho desenvolvido na unidade tem sido executado com muita eficiência, organização e com o envolvimento efetivo de todos os profissionais para cumprimento das metas estabelecidas pelo projeto. Nossa função aqui é compartilhar informações com a equipe local e contribuir para o fortalecimento da cultura de segurança à saúde do paciente", observou Ethel Torelli.

O Processo Ronda de Liderança consiste na aplicação de um questionário aplicado pela gestão da unidade de saúde aos funcionários. O roteiro de perguntas é baseado em estudos acerca da segurança do paciente e da qualidade do cuidado. O resultado dos questionários gera um planejamento para a solução de possíveis problemas identificados durante a pesquisa. A proposta foi considerada inovadora pela equipe do Sírio-Libanês, que acompanhou na prática o desenvolvimento de ações como essas no Socorrão II.

Além desse processo, outras práticas vêm sendo implementadas pela unidade municipal de saúde na área da segurança do paciente para prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos. Entre as práticas já implementadas estão a padronização de curativos, a fixação de sonda no paciente e o desenvolvimento de melhores práticas relacionadas à prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica e infecção de corrente sanguínea.

Entre as iniciativas de prevenção também estão a implantação de protocolos como os de Cirurgia Segura, de Prevenção de Queda, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura e a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente no Socorrão II, Érica Brandão, o trabalho desenvolvido na unidade inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com o desenvolvimento de medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, com vistas a alcançar melhorias contínuas da redução das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAs). As IRAs são consideradas eventos adversos relacionados à assistência, com indicação de notificação no Sistema Notivisa da Vigilância Sanitária.

Nessa etapa do projeto, a iniciativa visa melhorar a segurança dos pacientes suscetíveis às infecções relacionadas ao uso de dispositivos utilizados nas UTIs, como cateter venoso central, ventilação mecânica e cateter urinário.

"Estamos na fase inicial de implementação das ações mas já conseguimos diminuir de 70% para 57% a taxa de utilização de dispositivos que têm relação com o aumento da infecções nas UTI, como a sonda vesical de demora, por exemplo. A diminuição do uso desse instrumento na UTI nós conseguimos por meio da implementação das práticas, procedimentos e análises caso a caso, avaliando se o paciente preenche de fato os critérios para usar os dispositivos, como os que necessitam de ventilação mecânica, sedados e acamados, por exemplo", afirmou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Socorrão II, Érica Brandão

PROJETO

O projeto "Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil" foi criado pelo Ministério da Saúde para orientar hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) acerca das melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente. Como resultado das medidas que já vinham sendo implementadas pela unidade de saúde nessa área, o Socorrão II foi uma das 120 unidades de saúde brasileiras que fazem parte do projeto. O projeto começou a ser colocado em prática no Socorrão II em dezembro do ano passado.

A meta do projeto é reduzir em até 50% o índice de infecções na UTI no período de três anos. Para isso, todos os hospitais deverão seguir os mesmos protocolos, pacote de intervenções capaz de medir a melhoria contínua dos processos de trabalho da equipe, além de criar um sistema de cuidado a prova de erros, com inspeção sucessiva, auto-inspeção e inspeção na fonte.

"É um projeto muito importante que, nessa primeira fase, tem como foco a redução do índice de infeções em nossa UTI adulta, mas com a intenção de que as ações sejam expandidas também para outros setores da unidade", avalia a diretora geral do Socorrão II Dorinei Câmara.

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