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Quarta-feira, 25/07/2018 - 07h10

Prefeitura de São Luis comemora com escritores da rede municipal o Dia do Escritor, 25 de julho

Da poesia à matemática, a rede municipal de São Luís, conta com escritores que publicaram livros nas diversas áreas do conhecimento

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Da Redação - Agência São Luís

O professor Charles Santos Simões, um dos diversos escritores que lecionam na rede municipal de ensino, coleciona prêmios literários

A arte de escrever e transpor sentimentos para o papel, na busca de transcrever emoções, sentimentos, conflitos e até mesmo o caos da humanidade, escritores tomam pra si a responsabilidade de contar histórias que possam tocar o coração do leitor de várias formas. Nesta quarta-feira (25), Dia do Escritor, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), parabeniza os escritores, em especial, os estudantes e professores da rede municipal.

Da poesia à matemática, a rede municipal de São Luís, conta com escritores que publicaram livros nas diversas áreas do conhecimento. Para o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, é de suma importância valorizar os nossos escritores. "Estão de parabéns todos os escritores da nossa rede que enriquece a nossa literatura, em especial nossos mini escritores, que já mostram muito talento", disse.

O Dia do Escritor é comemorado deste 1960, em referência à realização do I Festival do Escritor Brasileiro, evento organizado por João Peregrino Júnior e Jorge Amado. Nesse sentido, a União Brasileira de Escritores, instituiu o dia 25 de julho, o dia daqueles que se dedicam às palavras.

ESCRITORES DA REDE MUNICIPAL

O escritor Pedro Neto, que é professor de geografia, na U.E.B Maria Alice Coutinho, já publicou oito livros que misturam prosa e poesia no universo da geografia. O último livro foi "A saga de Pindorama", que conta em forma de cordel, alguns fatos históricos que aconteceram no nosso país. Pedro conta que o livro levou dois anos para ser construído e surgiu a partir das dificuldades dos alunos em compreender a História do Brasil. "Entendi que teria que desenvolver uma forma mais simples para que os estudantes assimilassem os fatos históricos", explica.

Os demais livros publicados por ele são: "Geografia - Prosa & Poesia", "Recados ao Tempo em Folhas de Vento", "Cronycontos e Dourando Pílulas", "Rafinha, o poetinha", e "Minha vida em uma página". Publicou também, com colegas professores e alunos, "Serra da Capivara - fatos & fotos", "Carolina, o caminho das águas" e "Nas trilhas de Tutóia".

A escritora e professora Sharlene Serra, do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades ou Superdotação (NEECAHS), retrata em seus livros, temas do universo de conflitos da criança e adolescente. O seu último livro, "Diário Mágico: Um segredo para contar", traz a história da personagem Felisbela, que tem em seu diário o seu melhor confidente.

"A temática do livro é sobre o abuso sexual infantil. A obra foi lançada no ano passado na Associação Maranhense de Escritores Maranhenses Independente (AMEI)", informa a escritora que ainda escreveu mais quatro livros para a coletânea "Incluir", que foi lançada em 2010. A coleção traz para a discussão o universo de quatro crianças com diferentes deficiências. Os livros da coletânea são, "Olhando com Ritinha", "Caminhando com Paulo", "Ouvindo com Vitória" e "Aprendendo com Biel". "Por meio de cada história retratada nos livros, mostro que pode haver a integração entre todas as crianças, independente de qualquer que seja o obstáculo ou trauma emocional", pontuou.

Adriana Gama de Araújo, professora da disciplina de História, na U.E.B Sá Valle, com mestrado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, lançou recentemente o livro, "Mural de nuvens para dias de chuva". Na obra, a escritora registra os sentimentos do ser humano de forma leve e poética. "O livro traz à memória o envolvimento do homem com o amor, a amizade, as inspirações, as frustrações e diversos tipos de afeições que são carregadas no coração", disse a autora. Ela fala que a proposta do livro é trazer uma poesia que mexa com o entendimento humano no seu cotidiano, e que fale das possibilidades do amor presente, ainda que em dias de cinzas. Adriana venceu, em 2017, o III Festival Maranhense Poeme-se de Poesia Falada e venceu em primeiro lugar I Festival de Filosofia na categoria Poema/Aforismo.

Ela fala, ainda, que a proposta do livro é trazer uma poesia que mexa com o entendimento humano no seu cotidiano, e que fale das possibilidades do amor presente, ainda que em dias de cinzas. Adriana venceu, em 2017, o III Festival Maranhense Poeme-se de Poesia Falada e venceu em primeiro lugar I Festival de Filosofia na categoria Aforismo.

O professor e escritor José Messias Soares do Nascimento, da U.E.B Rubem Goulart, abordou em seu livro o que está sendo considerado o mal do século: a ansiedade. O título do livro é "Rompendo o Cárcere da Ansiedade". Ele, que é professor da disciplina de filosofia, usou a Bíblia para discorrer sobre o assunto. "O livro propõe apresentar princípios terapêuticos que possam amenizar os impactos desta vivência angustiante, haja vista que por ser um mal da contemporaneidade, as consequências deste estado tem gerado um 'mar' de enfermidades psíquicas, físicas e sociológicas", disse.

Com a obra, "A Morte da Defunta e outros Contos", com pré-lançamento na 24ª Bienal Internacional de São Paulo, o escritor Charles Santos Simões, da U.E.B Jornalista Neiva Moreira, usa como base para a narrativa textos que fazem referência a contos ambientados nas cidades maranhenses de Humberto de Campos, Primeira Cruz e São Luís. No ano de 2013, ganhou o primeiro lugar no Primeiro Festival de Contos do Rio de Janeiro da Literatura.

Colecionador de medalhas, o escritor ainda recebeu o prêmio Mário Ypiranga Monteiro – Melhor Ensaio Sobre Tradições Populares (Folclores). No ano de 2014, no segundo festival, pelo conto "A tragédia de um colarinho banco", por voto popular, Charles conquistou a 7º posição. Membro efetivo do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa desde 2014, instituição que premia pessoas que desenvolvem trabalhos culturais, Charles Simões recebeu neste ano a honraria mais importante do núcleo: diploma e medalha em honra ao mérito Cultural Machado de Assis. O texto "O Quarto Centenário", foi escolhido como o melhor no 1º Festival de Contos da Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas, sediada em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

LIVROS CIENTÍFICOS

A escritora e Mestre em Educação, Malila da Graça Roxo Abreu, trabalha na Semed e é autora do livro, "Pedagogia Socialista", lançado em 2017. obra que aborda acerca do legado que a pós-guerra da Rússia deixou para a pedagogia atual. "O livro é uma oportunidade aos leitores de terem um encontro com fundamentos teóricos práticos de caráter histórico e crítico, traz importantes contribuições sobre a pedagogia soviética e, por ter um caráter altamente informativo, a obra traz fundamentos na realidade concreta, que sinaliza a inadiável tarefa coletiva, educativa e social, sobre a transformação e a emancipação humana", pontuou.

A coordenadora da Formação em Educação para as Relações Étnico-Raciais e a mestre em Educação, Ilma Fátima de Jesus, tem uma coletânea com dois volumes, intitulada Educação das Relações Étnicos-Raciais: Ensino de História e Cultura Brasileira e Africana. "O livro traz à tona a promoção dos direitos à igualdade e o fortalecimento dos diálogos nas esferas educacionais para todos os nichos", informa. 

Para quem gosta de cálculos, há também escritor na área da Matemática. Doutora em Ciências e Matemática pela Unicamp, a professora Waléria de Jesus Barbosa Soares, escreveu e publicou o livro "Uma história sobre o ensino de Juros". A partir de uma investigação sobre o ensino de juros presente em livros didáticos de Matemática durante o século XIX, o livro da autora faz uma análise sobre a história do ensino de juros examinando as seguintes obras: Primeiras Noções de Arithmetica, publicado em 1846 por Ayres de Vasconcellos Cardoso Homem; Tratado de Arithmetica, publicado em 1860, por João Antonio Coqueiro e Questões práticas de Arithmetica, publicada em 1895, por D. M. A.; além do livro Elementos de Arithmetica, cuja primeira edição data de 1852, e obra analisada de 1886, de autoria de Cristiano Benedicto Ottoni. "O livro busca observar a relevância da matemática escolar do século passado e a forma como ela influenciou na interferência da política e da economia sobre a educação", explicou.

CRIANÇAS ESCRITORAS

A para quem pensa que escrever é coisa de gente grande, se enganou. Crianças entre 8 e 12 anos, do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades/Superdotação (NEECAHS), realizaram uma coletânea com 12 histórias com os mais variados temas que cercam a realidade das crianças e dos adolescentes. Bullying, tecnologias, reciclagem e respeito foram algumas das temáticas que os estudantes fizeram questão de colocar no livro "Fortunas do Céu", lançado em 2017, na Feira do Livro.

Os autores mirins e as suas obras são: Ana Sophia Martins, que escreveu, "Os três anjinhos nos contos de fada"; Cláudia Patrícia Cantanhede foi a escritora do livro "B de Bullying? Nãooo! B de bailarina"; Danielly Cantanhede se dedicou e escreveu "O segredo de Donana"; Dayane Baima relatou sobre "A escritora Rosinha"; Evelyn de Cássia Passinho falou sobre o "O pássaro arco-iris", Hemely Farias fez questão de compartilhar "O diário da garota nerd"; Isabelly dos Santos narrou a historinha, "A menina que não gostava de ler"; Sthefany Lima, decidiu falar de aventura e amizade, relatando sobre "As aventuras de Mia e João"; Laryssa Rayanne Matos trouxe na sua narrativa a linda história, "A Estrelinha Bel"; Maykon Abreu contou a história de "Miguel e suas rimas divertidas"; Rayane Mendes, escreveu a história, "A menina e as rosas encantadas"; Pedro Mesquita, 10 anos, da U.E.B Alberto Pinheiro, além de participar da coletânea com o livro "As reciclagens de Matheus", em 2016 lançou sozinho na Feira do Livro a sua primeira obra: "As aventuras do elefante".

Quer sejam crianças ou adultos, o escritor tem o encanto na hora de contar uma história. Das simples às mais complexas narrativas, nas mãos dos autores estão a capacidade de transmitir caminhos e possibilidades para quem está lendo.

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