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Segunda-feira, 14/01/2019 - 14h51

Prefeitura combate o Aedes aegypti e preserva meio ambiente com ação de recolhimento de pneus

Em 2018 foram recolhidas mais de 1.300 tonelada de pneus inservíveis em oficinas, borracharias, ferros-velhos, ruas e terrenos baldios; com a ação gestão do prefeito Edivaldo combate um dos principais criadouros do mosquito da dengue, zika e chikungunya

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Da Redação - Agência São Luís

Agentes de limpeza do município durante ação de recolhimento de pneus em bairros da cidade Em mais uma ação preventiva visando combater a proliferação do Aedes aegypti, a melhoria da limpeza pública e a qualidade do meio ambiente, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior realizou, no ano passado, o recolhimento de mais de 100 mil unidades de pneus inservíveis na capital, totalizando aproximadamente 1.350 tonelada do material. A ação, executada pela Prefeitura de São Luís por meio das secretarias municipais de Obras e Serviços Públicos (Semosp) e Saúde (Semus), é resultado do trabalho de coleta feito pelo  município e, também, oriundo da destinação voluntária do material realizada pelas empresas locais ao galpão da Semosp.

Segundo o titular da Semosp, Antônio Araújo, o trabalho de recolhimento do produto é diário e todo o montante recolhido é destinado à reciclagem. Além da coleta feita em oficinas, borracharias e ferros-velhos, o material também é recolhido das ruas, terrenos baldios e de outros pequenos geradores de resíduos. Depois o material é ecologicamente reutilizado, sem oferecer danos ao meio ambiente e evitando o armazenamento inadequado, que provoca o acúmulo de água e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.

Em 2018, foram realizados 74 carregamentos de pneus inservíveis, totalizando 1.350 tonelada, o que representa a retirada de uma média de mais de 18 toneladas por viagem, segundo dados do relatório anual elaborado pela Semosp. Ainda conforme o estudo, em média são recolhidos por dia de 300 a 500 unidades de pneus velhos, nas borracharias, avenidas, córregos, manguezais, praças e terrenos baldios da cidade.

"A retirada desse tipo de material da via pública, que é mais uma iniciativa desenvolvida por orientação do prefeito Edivaldo, representa um importante reforço na limpeza da cidade e na melhoria da qualidade de vida dos moradores, promovendo impactos significativos na limpeza pública e, também, na qualidade do meio ambiente local", observou Antônio Araújo.

A coleta de pneus inservíveis é feita também pela Semus durante as vistorias realizadas pela Vigilância Sanitária e Epidemiológica às borracharias, oficinas mecânicas e ferros-velhos da cidade. A Semus identifica os materiais nos locais e solicita o serviço de retirada que é feito pelos caminhões da Semosp.

Para o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, a iniciativa demarca o compromisso do prefeito Edivaldo com a saúde pública no município. "É um trabalho que executamos com muita diligência como parte de nossas ações preventivas no combate ao Aedes aegypti. Sabemos que pneus velhos são considerados um dos maiores criadouros do inseto quando jogado em meio onde possa acumular água, tornando-se potencialmente capaz de promover a proliferação do mosquito e, consequentemente, as doenças transmitidas por ele. Por isso, nossa vigilância nesse sentido é permanente", afirmou Lula Fylho.

Após o recolhimento, o material é armazenado em um galpão da Prefeitura de São Luís, localizado na Avenida Santos Dumont, no Tirirical. Os pneus inservíveis coletados são enviados à Reciclanip, empresa ligada à Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIOP), por meio de convênio celebrado entre a Prefeitura de São Luís e a entidade. A parceria entre a Prefeitura de São Luís e a Reciclanip prevê que os pneus coletados sejam transportados para usinas de fabricação de cimento em João Pessoa (PB), Feira de Santana (BA) e Sobral (CE), onde terão a destinação adequada e sustentável do produto.

Para o recolhimento dos pneus inservíveis, a Prefeitura também mantém pontos de coleta nos 11 Ecopontos da capital, localizados no Angelim, Parque Amazonas, Bequimão, Habitacional Turu, Jardim América, Jardim Renascença, Residencial Esperança, Cidade Operária, São Francisco, Anil e São Raimundo. Os Ecopontos são de responsabilidade do Comitê Gestor de Limpeza Urbana. 

DESCARTE

Os pneus têm tempo mínimo de 600 anos para decomposição. Por este tempo, o descarte inadequado gera vários impactos para a saúde humana e meio ambiente como a proliferação de mosquitos, acúmulo de lixo entupindo bueiros e prejudicando o escoamento de águas pluviais.

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