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Quarta-feira, 23/01/2019 - 09h18

Prefeitura de São Luís realiza ações preventivas contra a hanseníase em alusão ao Janeiro Roxo

Campanha realizada em São Luís pela gestão do prefeito Edivaldo visa a conscientização e mobilização da sociedade para a prevenção e tratamento da doença que tem cura; postos de saúde da rede municipal estão com ampla programação para o período

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Da Redação - Agência São Luís

Pacientes devem se submeter a exames médicos para detectar a doençaA Prefeitura de São Luís está realizando nas unidades de saúde da rede municipal ações de combate à hanseníase. A iniciativa faz parte da programação alusiva ao Janeiro Roxo, mês de conscientização e mobilização dedicado à prevenção e tratamento da doença. As ações promovidas nas unidades consistem de consultas e exames dermatológicos, palestras, blitz educativas, distribuição de material informativo, rodas de conversas, entre outras atividades de conscientização acerca do problema. A iniciativa integra a política de saúde preventiva executada na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

O titular da Semus, Lula Fylho, alertou para o engajamento da população no combate a hanseníase, patologia que ainda acomete milhares de pessoas no país. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 25,2 mil casos da doença em 2016, número que representava 11,6% do total global de ocorrências.

"Por isso precisamos estar alerta. As ações são intensificadas durante o Janeiro Roxo, mas este é um serviço que é disponibilizado o ano todo em nossa rede de saúde básica, por determinação do prefeito Edivaldo. E o exame precisa ser feito o quanto antes, pois a doença pode ser diagnosticada em um simples exame clínico ambulatorial", observou Lula Fylho.

Entre as ações alusivas à campanha, a Prefeitura realiza nesta sexta-feira (25), um mutirão de consultas e exames dermatológicos para prevenção da doença, na Unidade Mista do Coroadinho. As atividades no local ocorrem da das 8h às 15h.

DOENÇA

Nas consultas dermatológicas realizadas nas unidades municipais de saúde para identificação da doença, o médico analisa lesões na pele com manchas, pois podem não ter sensibilidade e apresentar alterações neurológicas específicas como dormências e formigamentos. Ao identificar a patologia, a pessoa é encaminhada ao tratamento. A rede municipal de saúde oferece gratuitamente o tratamento. Todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas também, pois a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa.

A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente ou tem diminuição da sensibilidade ao calor, frio, dor ou mesmo ao toque. É comum o doente ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nos pés e mãos e, em algumas áreas, pode haver diminuição do suor e de pelos. A pessoa acometida pela patologia pode ter ainda dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir. Ainda como sintoma da doença é comum o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala). Mas a hanseníase tem cura e quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e as complicações decorrentes da patologia. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola. O tratamento da hanseníase é simples e leva de seis meses a um ano. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral.

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