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Sábado, 26/01/2019 - 12h06

Escola Municipal Bilíngue encerra ano letivo com sessão de fotos no Espigão Costeiro

A atividade foi uma das ações realizadas pela escola que integra a política de inclusão implantada pelo prefeito Edivaldo que investe ainda em acessibilidade nas unidades da rede e na capacitação de professores na área da educação especial

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Da Redação - Agência São Luís

Alunos da Escola Municipal Bilíngue participam de sessão de fotos no Espigão CosteiroEstudantes que frequentam a Escola Municipal Bilíngue da Prefeitura de São Luís, que funciona na Escola Luís Viana, no bairro Alemanha, participaram de uma sessão de fotos no Espigão Costeiro, na Ponta d'Areia, nesta sexta-feira (25). A atividade marcou o encerramento do ano letivo da escola que, além das aulas formais, ao longo do ano, oferece aos estudantes projetos que proporcionam cultura, arte, musicalidade e visitas a pontos turísticos da cidade. A Escola Bilíngue é parte da política de inclusão realizada pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior que também investe em acessibilidade nas escolas da rede e na capacitação de professores na área da educação especial.

Na Escola Bilíngue, onde a primeira língua é a Libras, prioriza-se o ambiente linguístico natural para crianças e jovens surdos falantes da Língua de Sinais. Para que, a partir dessa língua, construam-se as relações sociais em torno do conhecimento cultural, artístico e científico, tornando-a, ao mesmo tempo, uma língua viva que permita a comunicação desses sujeitos e sua participação acadêmica e política na sociedade. Sabendo-se que grande parte das crianças surdas convivem com pais ouvintes, em geral, é a Escola Bilíngue que irá tornar possível a identidade linguística desse aluno.

Para o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, a Escola Bilíngue é um espaço de cidadania. "Acreditamos que, a partir dessa perspectiva escolar, serão ampliadas as possibilidades dos surdos exercerem plenamente sua cidadania. A gestão do prefeito Edivaldo incentiva e trabalha pela inclusão deste segmento da sociedade, dando-lhes a oportunidade de terem uma vida mais plena", destacou o secretário.

A coordenadora da Escola Bilíngue, Erlene Silva, reforça esse pensamento. "Precisamos não só educar, transmitir conhecimentos, mas influir na vida das crianças e adolescentes surdos para transformá-los em cidadãos, para que lutem pelos seus direitos e conquistem seu espaço".

"A apropriação da linguagem do estudante é essencial para a inclusão dele na sociedade, para que ele tenha o nível de oportunidade igual a todos e a escola é determinante nesse sentido", pontuou a professora da Educação Infantil e 5º ano do Fundamental, Silvane Correa.

De acordo com Maria do Socorro Felix dos Santos, mãe do pequeno Nícolas, 6 anos, estar no ambiente escolar onde há outras crianças surdas é muito importante. "Na escola ele fica a vontade, aprende a se comunicar, porque é tudo voltado para a condição dele, professores, ensino da língua de sinais, os colegas iguais a ele", disse.

Evelyn Reis, que neste ano vai cursar o 6ª ano, disse que não quer parar de estudar. "Sei que é difícil, mas vou conseguir. Gosto muito de estudar e não quero parar. Na escola além dos amigos, o importante é ser incentivada aos estudos", falou por meio de linguagem de sinal.

LIBRAS

A política educacional apoia-se nas determinações da Carta Magna (Brasil, 1988), na Lei 9.394/1996, e na Lei 10.436/2002, que reconhecem a Língua Brasileira de Sinais como sistema linguístico, no qual se realiza a comunicação de pessoas surdas; além de outros decretos, leis e convenções nacionais e internacionais, que reconhecem a identidade cultural e linguística específica das pessoas com deficiência.

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