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Terça-feira, 12/02/2019 - 11h03

Prefeitura de São Luís planeja ações para conter riscos diante de alta no índice pluviométrico

O aumento no índice pluviométrico foi apontado em relatório do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)

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Da Redação - Agência São Luís

Segundo o Núcleo de Meteorologia, o volume total deve ultrapassar os 1,2 mil milímetros de chuvas

Considerando a previsão de alta no volume de chuvas nos próximos meses, a Prefeitura de São Luís e órgãos parceiros estão discutindo estratégias de reforço das ações para prevenir e conter ocorrência em áreas de risco. O aumento no índice pluviométrico foi apontado em relatório do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que pontua as mudanças climáticas ao longo dos anos, além de comparativo entre 2017 e 2018. As estratégias foram debatidas em Reunião Anual de Alinhamento do Plano de Contingência da Defesa Civil Municipal, órgão da Prefeitura de São Luís que integra a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc).

Segundo o Núcleo de Meteorologia, em breve análise das chuvas previstas para o período de fevereiro a abril, o volume total deve ultrapassar os 1,2 mil milímetros de chuvas, segundo o relatório do Núcleo de Meteorologia da UEMA. O volume era a média esperada para todo o ano de 2019. Na previsão de chuvas para abril, alta média de 13%, no comparado ao mesmo mês de 2018. Enquanto abril do ano passado registrou 470 milímetros de chuvas, este ano é esperado que ultrapasse os 540 milímetros.

O encontro reuniu secretários municipais, representantes do Governo do Estado e de entidades como Exército, Cruz Vermelha e Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Na ocasião, foram apresentadas sugestões para atualização do plano, assim como a disponibilidade de recursos de cada órgão em apoio às operações.

O volume de chuvas influi no trabalho da Defesa Civil, pois, quanto mais chuvas, mais condições de riscos e de ocorrências. "As nossas equipes se planejam antecipadamente para que, sendo acionados, possamos dar a devida cobertura à população. Nesta reunião, todos os gestores aqui presentes estão dando sua parcela de contribuição para prevenir e conter tragédias", enfatizou o secretário municipal de Segurança com Cidadania, Héryco Coqueiro.

"A proposta deste encontro é juntar esforços para que possamos atualizar o plano estratégico do ano passado, a partir da colaboração de cada um dos agentes envolvidos. Todos fizeram suas colocações e, agora, vamos aguardar que formalizem as proposições que podem vir a compor o documento finalizado para reforço das atividades já em curso", destacou a superintendente da Defesa Civil Municipal, Elitânia Barros.

O resultado dos debates vai complementar o Plano de Contingência 2019, da Defesa Civil do município. Cada secretaria e órgão participante da reunião incluirá no documento sua atribuição e contribuição durante o acionamento em caso de ocorrência - seja a disponibilidade de efetivo, equipamentos ou outras formas de participação.

Presentes ainda à reunião os secretários municipais de Saúde (Semus), Lula Fylho, da Criança e Assistência Social (Semcas), Andréia Lauande e da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), Nonato Chocolate; o presidente do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), Fábio Henrique Carvalho; o comandante do Exército do Maranhão, Luciano Sousa Filho; além de representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiro, UEMA e Cruz Vermelha.

MAPEAMENTO

Entre os bairros com áreas de risco mapeadas pela Defesa Civil Municipal estão Coroadinho, Vila Palmeira, Eixo Itaqui Bacanga, Centro Histórico, Zona Rural I e II, Cohama/Turu e a chamada Zona Costeira, que compreende o bairro São Francisco. São cerca de 60 áreas. Somente no Centro Histórico existem 20 residências em monitoramento.

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