agencia

Notícias

Terça-feira, 09/04/2019 - 16h24

Prefeitura de São Luís discute inclusão no III Seminário sobre o Transtorno do Espectro Autista

Objetivo da ação, que integra a política de Educação Especial implantada pela gestão do prefeito Edivaldo, foi promover o debate sobre inclusão e trocar experiências no atendimento a estudantes com autismo em sala de aula

A- A+ Tamanho da Letra
Da Redação - Agência São Luís

Educadores e familiares participam do III Seminário sobre o Transtorno do Espectro Autista realizado pela Prefeitura

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou nesta terça-feira (9), no auditório da Faculdade Estácio, Centro, o III Seminário sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com o tema "A dinâmica do atendimento ao estudante com TEA na Rede Municipal", o evento teve por objetivo promover o debate sobre a inclusão e trocar experiências sobre boas práticas no atendimento a estudantes com autismo em sala de aula. A ação é parte da política de Educação Especial implantada pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Mais de 200 pessoas participaram do encontro, que reuniu professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e do ensino comum, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, cuidadores, técnicos da Superintendência da Área de Educação Especial (SAEE/Semed), e familiares de estudantes com autismo.

O secretário Moacir Feitosa, titular da Semed, destaca o fortalecimento da política de inclusão na gestão do prefeito Edivaldo. "Com a ampliação das salas de recursos multifuncionais e a melhoria no atendimento, o que inclui infraestrutura, formações, mais contratações e novos programas e projetos, a gestão do prefeito Edivaldo tem cumprido o que prevê a política de inclusão, fortalecendo a Educação no município de São Luís", assinalou Moacir.

No mês que marca o Dia Mundial do Autismo (2 de abril), o trabalho de sensibilização e conscientização na rede pública municipal de ensino recebe mais destaque. Os gestores das escolas da rede promovem, no decorrer do mês, atividades diversas, tais como exibição de vídeos, palestras, jogos e outras ações junto aos estudantes, pais e professores, para que haja mais entendimento e integração entre todos os que formam a comunidade escolar, bem como toda a sociedade.

A coordenadora de Cursos e Equipe Técnica de Acompanhamento da Semed, Teresa Pinho, afirma que atualmente existem cerca de 400 estudantes com autismo matriculados na rede pública municipal de São Luís frequentando o ensino comum. A maioria deles também participa das atividades nas salas de recursos multifuncionais no contraturno escolar.

Entre outros pontos, Teresa Pinho destaca que o seminário traz para discussão as contribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) no apoio à inclusão do estudante com autismo dentro e fora da escola. "Ele deve ser um articulador, promovendo a inclusão nas salas de ensino comum, em toda escola e na sociedade", destaca a coordenadora.

A doutoranda e mestra em Educação, Priscila de Sousa Barbosa Castelo Branco, desenvolveu a temática principal do III Seminário sobre Autismo, que tratou sobre "A dinâmica do atendimento ao estudante com Transtorno do Espectro do Autismo na Rede Municipal". Dinâmica esta que inclui os cursos e formações de professores do AEE e do ensino regular; o atendimento na sala de recursos para apoio à inclusão; e o desenvolvimento do Projeto de Intervenção Pedagógica com Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (PROJTEA).

OFICINAS

Além da palestra de abertura e dos relatos de experiências de professores que atendem estudantes autistas, a Semed realizou, na parte da tarde, três oficinas de práticas pedagógicas: "Família: Desafios e possibilidades no desenvolvimento dos estudantes com TEA"; "A relevância dos recursos adaptados e práticas do AEE para a inclusão de estudantes com TEA"; e "A importância da Rotina no Autismo e boas dicas".

A que teve maior público foi a oficina que tratou dos recursos adaptados e práticas do AEE. A ministrante, psicopedagoga clínica e também professora Aimee Menezes, da sala de recursos da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) João de Sousa Guimarães, na Divinéia, trabalhou o conceito de autismo, os estilos de aprendizagem e a prática pedagógica. Dentro da prática, destacou as adaptações de pequeno porte que o professor pode utilizar, a exemplo das pranchas estruturadas (materiais adaptados para melhorar a independência dos estudantes com TEA), as quais ajudam a desenvolver as habilidades cognitivas, motoras e sociais.

A doméstica Alexsandra Coelho Costa, 44 anos, mãe de quatro filhos, sendo um deles o Pedro Vinicius, de 9 anos, autista, estudante do 2º ano na U.E.B. Mário Andreazza (Liberdade) e também da sala de recursos no anexo da U.E.B. Alberto Pinheiro, no bairro do Monte Castelo, fala do quanto Pedro se desenvolveu depois de começar a frequentar a Sala de Recursos. "Ele não parava em sala de aula, andava o tempo todo, mas depois que passou a frequentar a sala multifuncional está mais tranquilo. Também está mais obediente, não só a mim, mas também a professora da sala regular, a quem não ouvia de jeito nenhum", conta a mãe.

Acesse aqui a galeria de imagens desta reportagem