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Quarta-feira, 10/04/2019 - 17h17

Programa antitabagismo da Prefeitura contribui para que São Luís seja capital com menor índice de fumantes do país

Uma ação de saúde pública mantida pela gestão do prefeito Edivaldo, programa Programa Municipal de Controle do Tabagismo ajuda pessoas a pararem de fumar

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Da Redação - Agência São Luís

Grupo antitabagismo que se reúne no Centro de Saúde Djalma Marques, TuruSão Luís é apontada por pesquisa publicada pelo Ministério da Saúde como a capital brasileira com menor percentual de pessoas fumantes. Mesmo com os índices considerados baixos, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior trabalha no sentido de ampliar e garantir um atendimento de qualidade a quem deseja parar de fumar. Para isso, a Prefeitura mantém o Programa Municipal de Controle do Tabagismo, serviço gratuito realizado por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus). 

O tratamento contra o tabagismo é feito a partir das Unidades Básicas de Saúde da rede municipal de São Luís e, em alguns casos, esse contato é feito por meio da busca ativa das equipes de estratégia da família. O programa ajuda os participantes dos grupos a deixarem de fumar, fornecendo ajuda terapêutica e medicamentos. Por meio de encontros periódicos, grupos de até 15 pessoas, seguindo recomendação do Ministério de Saúde, se reúnem uma vez por semana, por um período de quatro semanas, para aconselhamento terapêutico.

Já o tratamento medicamentoso consiste na terapia de reposição de nicotina, naturalmente solicitada pelo organismo. Essa terapia se apresenta sob forma de pastilhas de 7,14 e 21 mg, goma de mascar ou adesivo transdérmico. Os medicamentos são dispensados pelo Estado à Secretaria Municipal de Saúde. A cada quatro meses é feita a alimentação do sistema de informação que é repassada ao Ministério da Saúde.

"Controlar o tabagismo é fundamental, porque ele é fator de riscos para várias doenças crônicas. Por isso, todo o esforço da gestão do prefeito Edivaldo em oferecer o máximo de assistência a quem deseja largar o cigarro", pontua o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

"O tabagista tem uma dependência química. Essa dependência muita das vezes leva à evasão. Então, muitos iniciam o tratamento e desistem por conta desta mesma dependência, retornando ao uso do tabaco", explica a coordenadora do programa, Kardene Pereira Rodrigues. 

A ideia do programa é descentralizar as ações para que as pessoas possam ter acesso ao tratamento. A coordenadora informa que todos os profissionais, enfermeiros e médicos, das Unidades Básicas de Saúde do município estão aptos a receber pacientes tabagistas para que elas possam fazer o tratamento. As equipes contam ainda com psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais. De acordo com a necessidade do caso, os profissionais são inseridos.

O êxito do programa em São Luís pode ser mensurado em depoimentos de pacientes dos grupos. Maria de Jesus Carvalho Santos, moradora do Ipem Turu, por mais de 30 anos foi tabagista. Há três meses passou a fazer parte do grupo de pacientes do Centro de Saúde Djalma Marques, em seu bairro. "Felizmente deixei de usar tabaco. Fumei durante muito tempo, embora moderadamente, mas estou muito melhor agora. Estou muito feliz em participar do grupo. É tudo de bom. Não tenho nenhuma queixa, somente elogios", afirma a dona de casa, mãe de três filhos, que deixou o tabagismo.

PESQUISA 

A pesquisa foi feita pelo Ministério da Saúde, por telefone e tendo como público-alvo os atendidos pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde. Os dados foram recolhidos em 2017 e publicados em 2018 e apontam que o percentual de adultos fumantes na capital maranhense é de 9%. Entre as mulheres, o número é mais baixo ainda: apenas 2,2%. No mundo, mais de um bilhão de pessoas fazem uso do tabaco, quase um sexto da população do planeta. A média nacional está em torno de 17%.

Em relação ao número de cigarros consumidos por fumantes, a pesquisa revela que em São Luís, em torno de 0,4% consomem mais de 20 cigarros por dia. É um dos menores consumos no cenário nacional. Quando se refere à frequência de fumantes passivos, que são aquelas pessoas que não fazem uso do tabaco mais convivem com fumantes, temos também um dos menores percentuais: cerca de 4,6%.

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