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Sexta-feira, 31/05/2019 - 15h08

Gestão do prefeito Edivaldo realiza Semana de Formação Continuada do Plano de Intervenção Pedagógica

A capacitação reúne mais de 60 profissionais das equipes pedagógicas da Semed, responsáveis pelo acompanhamento dos professores, gestores e coordenadores pedagógicos nas escolas da rede; a formação integra a política educacional da gestão do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Gestão do prefeito Edivaldo realiza Semana de Formação Continuada do Plano de Intervenção PedagógicaA Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), encerrou nesta sexta-feira (31) a Semana de Formação Continuada do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP). O evento contou com a participação de mais de 60 profissionais do Centro de Formação do Educador (CEFE) e técnicos e diretores de Núcleo da Semed. A capacitação integra a política educacional da gestão do prefeito Edivaldo que tem investido na formação dos educadores que compõem a rede municipal.

A formação foi ministrada pela Consultoria Gazzola, de Minas Gerais e abrange todas as equipes pedagógicas da secretaria, responsáveis pelo acompanhamento dos professores, gestores e coordenadores pedagógicos nas escolas da rede, e que também ficarão encarregadas de multiplicar o conteúdo da capacitação nas unidades. "Esta é uma formação integrada das equipes da Semed, cujo foco é o planejamento de ações para a melhoria dos resultados da aprendizagem dos nossos estudantes", destaca o secretário de Educação, Moacir Feitosa.

Um momento especial da formação aconteceu na quarta-feira (29), quando as contadoras de história da Semed, que foram premiadas este mês, em São Paulo, com o troféu Baobá de Literatura, fizeram uma breve intervenção, apresentando algumas lendas maranhenses para os participantes, especialmente para as formadoras da Consultoria Gazzola. O objetivo foi mostrar um dos trabalhos de destaque da Secretaria de Educação, entre outros implementados na gestão do prefeito Edivaldo, e que pode fortalecer o aprendizado, a partir de ações planejadas dentro do PIP. "A contação de histórias é fundamental para o desenvolvimento do aprendizado", assinala Márcia Mafra, técnica do Núcleo de Alfabetização da Semed (NALF).

O processo de intervenção pedagógica nas escolas da rede municipal vem acontecendo desde 2017, tendo iniciado com a implantação do Sistema Municipal de Avaliação Educacional de São Luís (Simae/SL), que é feito pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e que oferece os subsídios para as formações e para as estratégias de intervenção pedagógica e de acompanhamento.

INTERVENÇÃO

A professora doutora Ana Lúcia Gazzola, da Consultoria Gazzola, explica que a intervenção pedagógica é feita a partir das aprendizagens que os alunos ainda não consolidaram. "Estabelecemos práticas pedagógicas, atividades pedagógicas diferenciadas para que cada aluno possa aprender aquilo que ainda não aprendeu", enfatiza a consultora em Educação e Gestão Educativa. Ela informa ainda, segundo dados comparativos de 2017 e 2018, após a implantação do Simae/Sl e do PIP, que a cidade de São Luís deu um salto extraordinário nos três primeiros anos das séries iniciais, que corresponde ao ciclo de alfabetização.

"Entre as 17 capitais brasileiras, nas quais o CAED da Universidade de Juiz de Fora aplica sistemas de avaliação, o melhor resultado foi o de São Luís. Foi extremamente expressivo o aumento na proficiência, que é o resultado da aprendizagem dos alunos", afirma. Ana Lúcia Gazolla diz que o processo de intervenção tem continuidade, neste ano de 2019, com foco no 5° ano do Fundamental, e também o 2° ano. "Já tivemos um resultado muito bom no ciclo de alfabetização - 1°, 2° e 3°– e agora estamos focando nos estudantes do 5º ano, e também do 2º, pois não podemos deixar que eles saiam dos anos iniciais sem terem aprendido o que deveriam aprender", ressalta, informando que está sendo feito um trabalho com 60 lições de Língua Portuguesa e 60 lições de Matemática para o 5° ano, e mais 31 lições para os alunos que mesmo estando no 5° ano ainda não estão alfabetizados. "Temos, então, um trabalho diferenciado para estes alunos, para acelerar a aprendizagem e para alfabetizá-los plenamente, e ao mesmo tempo eles continuam em suas turmas de 5° ano, aumentando outras competências e habilidades", explica.

Por fim, Ana Lúcia Gazzola destaca o trabalho integrado e bem articulado que está sendo realizado por todas as equipes pedagógicas da Semed, do PIP, do NALF, do Centro de Formação do Educador, da Coordenação de Formação de Coordenadores, do setor de Correção de Fluxo, e da Coordenação do Programa de Alfabetização. "Todos estão trabalhando de forma articulada, tendo como foco as aprendizagens que os alunos não consolidaram, a partir das análises pedagógicas do resultado do Simae; e também melhorando, evidentemente, o acompanhamento nas escolas, tanto com gestores, coordenadores, e com os professores, que são os protagonistas de todo esse processo. A centralidade do processo é o aluno e a sua aprendizagem", finaliza.

A professora Jaildmary Sousa Dias, coordenadora pedagógica na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Roseno de Jesus Mendes (na Janaína, do Núcleo Cidade Operária), está participando da formação. Diz que traz um leque de novos conhecimentos e possibilidades. "Aqui socializamos novas experiências e aprendemos a planejar e realizar novas atividades com foco na aprendizagem do aluno. As temáticas aqui discutidas interferem diretamente na nossa prática pedagógica", conclui.

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