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Quarta-feira, 03/07/2019 - 17h58

Exposição em cartaz na Galeria Trapiche une fotografia, tecnologia e artesanato

Equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís sedia até o dia 2 de agosto a mostra "Urbem Naturam Corporis - A cidade, a natureza e o corpo", do fotógrafo Leo Oliveira

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Da Redação - Agência São Luís

Exposição em cartaz na Galeria Trapiche une fotografia, tecnologia e artesanatoUm exercício de sensibilidade no limiar entre fotografia, tecnologia e artesanato. Esta é uma boa descrição dos 29 quadros que fazem parte da exposição "Urbem Naturam Corporis - A cidade, a natureza e o corpo", idealizada pelo fotógrafo Leo Oliveira, como parte da mostra Ocupação Trapiche. A exposição entrou em cartaz nesta terça-feira (2), às 18h30, na Galeria Trapiche, equipamento da Prefeitura de São Luís, coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e localizado na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração. A mostra fica aberta à visitação até 2 de agosto, das 14h às 19h.

A mostra Ocupação Trapiche, promovida por meio de edital, já acontece há três anos e soma 20 exposições já realizadas, destaca a diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi. "Cada artista tem uma especificidade, desde intervenções, escultura, graffiti e agora fotografia, que é uma linguagem recorrente no edital, mas a técnica utilizada pelo Leo é relevante por ser híbrida e nova. Toda vez que a Galeria traz uma nova possibilidade de leitura e de aprendizado técnico para a comunidade e classe artística, está cumprindo seu papel de disseminar arte em São Luís", declara.

Com 20 anos de carreira, o fotografo Leo Oliveira utiliza uma técnica mista que une fotografia, resina epoxi, acrílico e MDF. "Urbem naturam corporis - A cidade, a natureza e o corpo" são os três temas que norteiam a jornada do artista, que usa a fotografia para explorar o encantamento e a estranheza da paisagem urbana contemporânea, do corpo e da natureza, com o uso de novas tecnologias como drones, câmeras digitais e até mesmo celulares.

A técnica utilizada pelo artista aproxima a fotografia tradicional da pintura e do artesanato, com o objetivo de despertar a curiosidade do expectador. "Fotografo o tempo todo. Depois, catalogo o que me interessa e, no meu processo criativo, me deixo levar pela verdade criativa, emoção, curiosidade, espanto e estranheza. Faço aquilo que tenho curiosidade de ver pronto", explica.

Cada quadro é único por causa do processo artesanal, mas tem tiragem de até 20 peças, que podem ser confeccionadas em vários tamanhos. O quadro "O Sonho de Hécate" é um exemplo, cujo primeiro exemplar teve grande repercussão nas redes sociais e foi vendido depois de uma semana. "Hécate é uma das bruxas da peça Macbeth, de William Shakespeare. Tentei retratar os delírios da personagem. Como foi logo vendido, decidi fazer um segundo exemplar do quadro, que faz parte da exposição", conta o fotógrafo.

A dona de casa Juliana Fontelles foi com o filho Lorenzo, de seis anos, prestigiar a exposição. Ela é amiga da esposa do fotógrafo, Thaissa Oliveira, e conheceu o trabalho do artista quando este presenteou a irmã de Juliana, Lara Fontelles, com um quadro. "Quando vi a obra, me apaixonei e queria conhecer mais. Então, soube da exposição e aproveitei para conferir. Gosto mais das peças sobre a natureza. Já meu filho prefere temas urbanos", afirma.

A primeira impressão do filmmaker Thalles Araújo foi enxergar o trabalho manual do fotógrafo Leo Oliveira. "Duas telas me chamaram a atenção: 'Pra sobreviver nesse mundo é preciso ter casca dura', que traz um caranguejo, e a 'Nautilus', que exibe uma concha. Achei massa o processo de criação manual, não só digital", destaca.

Quando começou a fotografar, em 1999, Leo Oliveira já demonstrava interesse na fotografia como obra de arte. Já imprimiu em diversos suportes como metal, lona, cadeiras. Atualmente, desenvolve um trabalho em madeira e resina epoxi.

SOBRE O ARTISTA

Leo Oliveira é fotógrafo, filmmaker e artista visual. Viveu durante seis anos nos Estados Unidos, entre os anos de 1999 e 2005, onde estudou Fotografia e Cinema. Participou de cinco exposições coletivas durante esse período nos EUA. Em 2003, iniciou os primeiros experimentos em videoarte, na Southern Illinois University em Carbondale. Desde então, participou de exposições e mostras tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Atualmente, desenvolve projetos experimentais envolvendo fotografia e videoarte, e já participou de importantes mostras e eventos como Video Ataq, Chemical Music Festival, Rio Music Conference, VJ Torna Brasil e Festival Multiplicidade.

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