agencia

Notícias

Quinta-feira, 03/10/2019 - 14h31

Prefeitura de São Luís trabalha na demolição da laje superior do edifício “Balança mas não cai”

Serviços foram iniciados mês passado e prosseguem de forma a garantir a segurança dos moradores das áreas vizinhas ao prédio

A- A+ Tamanho da Letra
Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura de São Luís trabalha na demolição da laje superior do edifício “Balança mas não cai”A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), segue com o serviço de demolição do prédio Santa Luzia, conhecido como "Balança mas não cai", localizado na Rua 3, bairro São Francisco. A obra foi iniciada no mês passado, com o escoramento das estruturas nos sete andares da construção e está sendo feita de forma manual, a fim de garantir a segurança dos moradores das áreas ajacentes ao edifício. Nesta semana, os operários concentraram esforços para demolir a laje superior, na cobertura, onde havia uma estrutura mais resistente, projetada para servir de piscina. Também foram instaladas telas de proteção para conter eventuais quedas de pedaços de concreto. Todo o trabalho está sendo feito cumprindo as normas de segurança.

Para garantir o bom andamento do serviço, a área de ocupação do prédio foi isolada. Antes da demolição, a Prefeitura de São Luís realizou estudos técnicos para garantir a melhor forma de fazer o serviço sem prejuízos às edificações e aos moradores vizinhos, segundo informou o secretário de Urbanismo e Habitação, Mádison Leonardo Andrade. 

O chefe da Assessoria Técnica da Semurh, Márcio Machado, explica que a demolição do prédio deve ser feita por etapas. "Estamos utilizando marteletes e marretas, para que não haja risco de acidentes com os prédios vizinhos e casas adjacentes", disse. Técnicos da empresa responsável pela obra informaram que todo material demolido está sendo coletado imediatamente para evitar sobrepeso nas lajes, já que o serviço está sendo realizado da cobertura para os pavimentos inferiores.

“A gente ficava muito insegura com este prédio aqui, pois tinha muito usuário de droga habitando o local. Vai ser muito bom para a vizinhança quando esta construção for totalmente demolida”, declarou Teresa Cristina, de 53 anos, comerciante estabelecida há mais de 30 anos na Rua 3, bem próximo ao Edifício Santa Luzia, o “Balança mas não cai”.

Nélson Ribeiro, de 33 anos, informou que mora no bairro São Francisco desde que nasceu e que vive do comércio, vendendo lanches. Ele exerce a sua atividade praticamente em frente ao “Balança mas não cai”. "O problema aqui era o grande número de usuários de drogas. Isso deixava todo mundo com insegurança, por toda a vizinhança, pois sabia-se que tinha muitos casos de roubos e assaltos pelo bairro afora”, ressaltou.

ESTUDOS

A demolição do prédio Santa Luzia foi previamente planejada pela Prefeitura de São Luís, que realizou estudos técnicos para garantir a melhor forma de fazer o serviço sem prejuízos às edificações e aos moradores vizinhos. A primeira providência foi desocupar a construção, que havia sido ocupada irregularmente por cerca de 60 pessoas. Todas foram previamente referenciadas pelo Centro de Referência da Assistência Social (Cras), do São Francisco, e cadastradas no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e no Cadastro Único, para inserção nos programas governamentais de transferência de renda, Aluguel Social ou contempladas com unidade do programa Minha Casa, Minha Vida. A ação de remanejamento viabilizou ainda toda a logística para o transporte dos móveis e utensílios dos moradores do edifício.

BALANÇA

Segundo relatos da imprensa local, a o prédio Santa Luzia começou a ser erguido no início dos anos 1990 pela empresa de SL Construções e Incorporações Ltda., do Ceará. A estrutura de setes andares foi abandonada por volta de 1992, quando a entidade decretou falência. Desde então, foram iniciados os processos judiciais com o objetivo de dar um destino para o prédio. Condenado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (Crea-MA), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Companhia Energética do Maranhão (Cemar), Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) e Ministério Público do Maranhão (MPMA) por causa dos riscos de desabamento, o prédio resistiu às forças da natureza e ação do tempo e chegou a abrigar cerca de 40 famílias que viviam irregularmente no local.

Acesse aqui a galeria de imagens desta reportagem