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Sexta-feira, 11/10/2019 - 14h50

Prefeitura de São Luís inspeciona caixas d’água no bairro Alemanha para identificar foco de larvas do Aedes aegypti

Operação é piloto e averiguou em dois dias 300 caixas d'água com a finalidade de combater focos de dengue, zika e chikungunya; ação integra a política de saúde preventiva da gestão do prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Prefeitura de São Luís inspeciona caixas d’água no bairro Alemanha para identificar foco de larvas do Aedes aegyptiUma ação piloto da Prefeitura de São Luís foi realizada no bairro Alemanha com a finalidade de inspecionar caixas d’água para fazer um diagnóstico sobre a presença de possíveis infestações destes objetos com larvas do mosquito Aedes aegypti. Na vistoria foram inspecionadas mais de 300 caixas d’água de residências da Rua Cônego Frederico Chaves. O trabalho, que integra a política de saúde preventiva da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, reuniu o Serviço de Vigilância Epidemiológica Sanitária (SVES), órgão da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), com suporte operacional da Superintendência de Defesa Civil Municipal (Sudec), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), Corpo de Bombeiros Militar e Corpo de Bombeiro Civil.

O coordenador de Arboviroses da Vigilância Sanitária Municipal, Pedro Tavares,  destaca  que a operação vai mostrar se há infestação nas caixas d’água das residências. “Todos os diagnósticos feitos, em nível de campo, demonstram que a maior dificuldade que temos é saber o que há exatamente nas caixas d’água, nos depósitos elevados, aqueles situados nos telhados, por exemplo. Todas as vezes que se faz diagnósticos, em nível de solo, é zero a presença de Aedes aegypti nos imóveis”, ressalta.

Pedro Tavares explica que um dos objetivos do projeto piloto de inspeção nas caixas d’água nos bairros é tirar dúvida da população quanto à origem dos nascedouros dos mosquitos. “Há moradores que garantem que suas casas são limpas, têm depósitos com água limpos e, por conta disso, não há como ter larvas de Aedes. Eles acreditam que possíveis focos do Aedes se encontrem nas caixas com água”, afirma.

Com o levantamento que foi realizado na Alemanha, os agentes esperam desmistificar possíveis suspeitas quanto aos criadouros do mosquito. “Provavelmente esta operação será estendida a outras áreas de São Luís, para saber com exatidão de onde está se originando a criação de larvas de Aedes aegypti na capital maranhense”, garante o coordenador.

“É bom ressaltar que essa é uma ação piloto. Ao final desse trabalho, será feito um diagnóstico mais específico da incidência ou não do mosquito Aedes na capital maranhense”, destaca a superintendente da Defesa Civil Municipal, Elitânia Barros.

 VILÃO

Para os voluntários da ação, há uma possibilidade que o vilão da criação dos nascedouros do Aedes em São Luís esteja dentro de algumas residências. “Quando a pessoa tem tonel, barril, um tanque ou outros utensílios equivalentes para depositar água e deixa o líquido passar vários dias sem ser trocado, há grandes possibilidades de criação de Aedes aegypti em sua casa. Esta é a nossa grande interrogação. Vamos ver se há criação do mosquito só dentro do imóvel, ou se há também dentro das caixas de água elevadas. Quando encontrados, os focos do Aedes são eliminados, e os depósitos tratados”, explica didaticamente o sanitarista Pedro Tavares.

Dez bombeiros civis do Grupo Emergencista também participaram da ação. “O trabalho está sendo gratificante, porque é uma coisa nova e estamos adquirindo mais experiência neste trabalho em conjunto com o Serviço de Vigilância Epidemiológica Sanitária Municipal”, relata o bombeiro civil Carlos Cantanhede. 

 ARBOVIROSE

A arbovirose é uma patologia provocada por um arbovírus, sendo transmitida por uma artrópode, geralmente por um inseto (mosquito): a Febre amarela, e a Dengue são tipos de arboviroses. Atualmente, as arboviroses mais disseminadas no Brasil são a dengue, zika vírus e febre chikungunya. 

O diagnóstico das arboviroses é feito com exames genéticos, que identificam parcelas do material genético do arbovírus no corpo do paciente.

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