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Quinta-feira, 17/10/2019 - 14h33

Rodas de conversas, atividades infantis, conferências e outras atividades marcam a Feira do Livro de São Luís

Evento ocorre no Multicenter Sebrae até o dia 20 de outubro com vasta programação; esta é a sétima edição da FeliS promovida pelo prefeito Edivaldo

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Da Redação - Agência São Luís

Rodas de conversas, atividades infantis, conferências e outras atividades marcam a Feira do Livro de São LuísA programação da 13ª Feira do Livro de São Luís continua nesta quinta-feira (17), às 19h, com a roda de conversa ‘Rosa Mochel e suas memórias’, com os convidados Alice Mochel, Claudete Ribeiro, Diomar Mota e Benedito Buzar, e coordenada pelo prof. José Augusto Silva Oliveira (presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGMA). Geógrafa, historiadora e engenheira agrônoma, Rosa Mochel é uma das homenageadas da FeliS. Promovida pela Prefeitura de São Luís, a Feira é coordenada pelas secretarias municipais de Cultura (Secult) e Educação (Semed) e acontece até o dia 20 de outubro, das 10h às 22h, no Multicenter Sebrae. Esta é a sétima edição da FeliS promovida pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior. 

“O debate de ideias em um ambiente cercado por livros é uma oportunidade para estimular em nossas crianças e adolescentes o gosto pela leitura. A Feira do Livro é um espaço pensado exatamente com esta finalidade pela gestão do prefeito Edivaldo, que se esforça ano após ano para manter a excelência deste que é o maior evento literário do Maranhão”, destaca o secretário municipal de Cultura Marlon Botão.

Ainda na quinta-feira (17), no Espaço Juventude - Victor Fontenelle, às 10h, vai acontecer a roda de conversa ‘Direitos Humanos e relações étnicas-raciais no âmbito escolar’, com as facilitadoras Jaquiana, Karla Maria e Raquel Almeida (Cisaf, Unegro, Cufa), e às 19h30 tem apresentação cultural com a DJ Nany Ribeiro, negra e LGBTQIA+, moradora da comunidade da Liberdade. Confira a programação completa em www.feiradolivrodesaoluis.com.br.

CAFÉ LITERÁRIOBate-papo literário facilitado pelo professor Anax Lima e mediado por Milton Lira (Livraria Vozes)

Quem não gosta de uma boa conversa ao final da tarde, acompanhada de um cafezinho? Pois a 13ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) tem um espaço ideal para isso, o Café Literário, que oferece uma programação variada com palestras, rodas de conversa, bate-papos, lançamentos de livros e eventos. Nesta quarta-feira (16), o ponto alto foram os bate-papos literários ‘História da Inteligência Maranhense’, facilitado por Anax Lima, e ‘Projeto Luzes da Ribalta - Academia Ludovicense de Letras – ALL’, com participação de membros da ALL.

Tomar uma bebida e degustar um petisco combina com um papo cabeça. No Café Literário, o ambiente aconchegante permite ao público se acomodar em mesas e cadeiras, tomar um café quentinho com bolinhos e biscoitos, enquanto acompanha a programação. Nesse cenário, das 15h30 às 16h30, aconteceu o bate-papo literário ‘História da Inteligência Maranhense’, facilitado pelo professor Anax Lima e mediado por Milton Lira (Livraria Vozes).

O evento apresentou debates e reflexões a respeito das pesquisas do professor sobre o número de livros publicados no Maranhão nos últimos anos, em todas as disciplinas, com destaque para geografia, história e música. “A importância desse debate mostra o balanço da produção intelectual maranhense, em nível de qualidade, ressaltando nossa melhora e onde podemos aprimorar, para uma demanda ainda maior de produção literária”, ressaltou o professor.

OFICINAS LITERÁRIAS

Fazer a criança interagir com personagens é a proposta das oficinas literárias da 13ª FeliS, que acontecem nos espaços Sesc de Leituras, Criança Semed I – Educação Infantil e Criança Semed II – Ensino Fundamental.

Personagens de histórias em quadrinhos, como Super-Homem e Homem-Aranha, fazem parte do cotidiano de crianças. Estudantes da rede municipal de ensino puderam pintar os seus heróis favoritos na oficina Colorindo meu Livro, no Espaço Sesc de Leituras, na quarta-feira (16). O pequeno Carlos Samuel Fernandes, de 6 anos, é estudante do 1º ano e conta que gosta de desenhar.  “Assisto aos desenhos na televisão. Mamãe me dá folha de papel para eu desenhar. O Batman e o Homem de Ferro são os super-heróis mais legais”, fala, com simplicidade.

Ainda no Espaço Sesc de Leituras aconteceu a oficina de Tangram, que é um jogo chinês com criação de figuras, e a oficina de bonecas afro-brasileiras Abayomi, feitas em tecido. Além disso, teve um workshop de Lettering, letras decorativas.

Já no Espaço Criança Semed I foi contada a história do Gato Xadrez e realizada uma oficina de dobradura. O público do Espaço Criança Semed II conheceu a narrativa da chaleira Charalina e pode decorar ao seu gosto um desenho de uma chaleira simples em uma folha de papel. Ainda neste espaço aconteceu uma oficina sobre o Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, em que cada criança pode pintar sua própria Emília, Cuca, Saci e outros personagens.

Coordenadora do Espaço Criança Semed II, Conceição Carvalho explica que as oficinas literárias permitem às crianças uma melhor compreensão das histórias, estimulando o hábito de ler. “Ter o rosto pintado com personagens e decorar desenhos com tinta e adereços faz a criança ter sua própria experiência com as histórias. Quando as crianças chegam no espaço e olham os jogos e brincadeiras, desenho e pintura, pintura de rosto, contação de histórias e oficinas, os olhos delas brilham, elas não sabem nem o que escolher”, revela.

BATE-PAPO

A mineira Conceição Evaristo participou de um bate-papo no Palco Principal, às 19h30, com mediação de Áurea Borges. Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, Conceição é autora de diversas obras que valorizam a cultura negra, entre romances, contos e poemas, com reconhecimento nacional e internacional. 'Ponciá Vicêncio' (2003) e 'Becos da Memória' (2006) são romances da escritora, ambos publicados pela Editora Mazza. Seus contos e poemas estão registrados na série Cadernos Negros.

A autora diz que tem uma história de vida perigosa, porque é de origem pobre, com antepassados semianalfabetos, mas conseguiu se formar e se tornar referência em sua área de atuação. “Minha história é perigosa porque pode ser usada para justificar a meritocracia, de que o sujeito individualizado é capaz de conseguir sozinho. Não acho isso justo, porque a sociedade e o estado não oferecem oportunidades iguais para todo mundo”, opina.

Sobre a sua produção literária, Conceição diz que se faz necessária, porque retrata o olhar de uma mulher negra de classe popular que tem seduzido um grande grupo leitor aqui e fora do Brasil, se enquadrando na categoria literatura mundo. “Minhas obras fazem sucesso porque convocam as pessoas, homens e mulheres negros se identificam, brancos encontram humanidade, faz outros pensarem sobre o racismo, tudo com uma intensa linguagem poética que sensibiliza as pessoas. Temos que discutir isso, porque se o problema não é falado, ele não existe”, pontua.

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