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Atualizado em 28/11/2014 às 11h18

Prefeitura monitora áreas de risco na capital em caráter preventivo

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Da Redação - Agência São Luís

Esta semana, as equipes da Defesa Civil iniciaram o trabalho de atualização do mapeamento das áreas de riscoA Prefeitura de São Luís está intensificando a atuação da Secretaria de Segurança com Cidadania (Semusc) em áreas com risco de deslizamentos como medida preventiva ao início do período chuvoso na capital. O prefeito Edivaldo solicitou às equipes da Defesa Civil Municipal, órgão ligado à Semusc, ações como desobstrução de canais e córregos, campanhas educativas, entre outras medidas de prevenção.

Esta semana, as equipes da Defesa Civil iniciaram o trabalho de atualização do mapeamento das áreas de risco, atuando a partir dos 66 pontos já catalogados como perigosos por laudos anteriores. O estudo deve ser concluído em 15 dias. Segundo o titular da Semusc, Breno Galdino, a atualização do mapeamento permitirá ao órgão saber se novas áreas devem ser incluídas e identificar se os pontos citados nos relatórios anteriores permanecem como áreas de risco ou podem ser excluídos dessa condição.

"O prefeito Edivaldo tem destinado atenção especial a esse tema desde o início da gestão para o desenvolvimento de ações preventivas. Dessa forma, as medidas de proteção aos moradores e enfrentamento a deslizamentos serão melhor direcionadas e, consequentemente, mais efetivas", declarou o secretário Breno Galdino.

O trabalho de atualização do mapeamento dos pontos críticos já foi realizado em áreas de encosta do Itaqui-Bacanga, onde estão concentrados 21 pontos de deslizamentos identificados pela Defesa Civil Municipal nos bairros Sá Viana, Anjo da Guarda, Vila Embratel, Alto da Esperança, Vila Bacanga, Mauro Fecury, Vila Dom Luís, Vila Isabel, entre outros.

Nos próximos dias, os agentes da Defesa Civil concentrarão as atividades nas regiões do Coroadinho, Anil, Altos do Calhau, São Raimundo, Túnel do Sacavém, Goiabal, Santo Antônio, Vila Itamar, além de bairros da zona rural e do Centro Histórico, onde há 31 casarões em situação de risco de desabamento.

Conforme a superintendente de Defesa Civil, Elitânia Barros, o Município está desenvolvendo, de forma paralela à atualização, reuniões com as famílias residentes nas áreas mapeadas. O diálogo está sendo feito através dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) que orientam tanto sobre os perigos durante o período chuvoso quanto à forma de proceder em casos de possíveis deslizamentos.

As famílias recebem ainda recomendações para que adotem medidas preventivas que possam reduzir riscos, como por exemplo, não colocar lixo na base da encosta, ação simples que preserva a vegetação da área evitando a sedimentação das barreiras, uma das causas dos deslizamentos. A Defesa Civil também vai reforçar as orientações junto às comunidades com campanhas educativas de casa em casa, com a distribuição de cartilhas, folders, entre outros materiais informativos.

"É um trabalho de conscientização que consideramos extremamente importante, porque envolvemos as comunidades no trabalho de prevenção contra os danos que as enxurradas promovem nesses locais", enfatizou Elitânia Barros.

No ano passado, foram atendidas 455 ocorrências pela Defesa Civil e, com o reforço das ações preventivas, a meta é reduzir de forma significativa o número de ocorrências este ano. Entre as ações que serão intensificadas durante esse período está a desobstrução dos córregos e canais no entorno das áreas de risco. O córrego no bairro Fumacê será o primeiro a receber o trabalho de desobstrução e limpeza.

Outras ações estratégicas vão reforçar o trabalho de enfrentamento contra os deslizamentos e de amparo às famílias que moram nesses locais. Para isso, a Prefeitura já está atualizando o plano de contingência que prevê uma ação articulada entre todas as secretarias e órgãos afins, além de definir as atribuições de cada um no trabalho de prevenção e assistência aos moradores.

"A articulação conjunta entre todos os órgãos afins nos possibilita dar uma resposta mais rápida nas situações de desastre e faz com que a população afetada seja melhor atendida", afirmou a superintendente de Defesa Civil.